Casal deixa emprego em empresa de tecnologia, vira nômade digital e viaja pelo mundo de graça; saiba como | Futuro do trabalho
Entusiastas das viagens, Fran Cassaniti e Marco Ilagan largaram seus empregos corporativos na Accenture em 2018 para começar uma viagem ao redor do mundo. O casal, que se conheceu em 2016, estava em um relacionamento à distância – ela, na Argentina, e ele, nos EUA – quando decidiu largar tudo e começar a aventura pelas Filipinas, país natal de Ilagan.
Depois das Filipinas, o casal foi para o Havaí, onde ficou por seis meses. Durante a experiência, no entanto, eles perceberam que ‘pular de hotel em hotel’ não seria nada econômico, mesmo com o planejamento financeiro já realizado antes da viagem. “Estávamos procurando uma maneira de continuar viajando, mas com mais estabilidade e economizando com hospedagem”, disse Cassaniti ao Business Insider.
Hospedagens grátis
Seguindo dicas de outros nômades digitais, o casal descobriu uma plataforma que funciona como um Tinder para pessoas que querem morar de graça e outras que procuram cuidadores para seus animais enquanto estão fora de casa por longos períodos.
Eles criaram um perfil no site TrustedHousesitters.com e em 15 dias foram aceitos para cuidar de um cachorro e uma calopsita em uma casa em Anchorage, no Alasca. Depois da experiência positiva, Cassaniti e Ilagan adotaram de vez o estilo de vida. Eles já foram cuidadores em 25 casas diferentes, passando por Itália, Eslovênia, Tailândia, Croácia, Grécia, Inglaterra, Escócia e Irlanda.
A duração das estadias varia bastante. A mais longa foi em Granada, na Espanha, onde eles ficaram quatro meses. “Era a casa dos nossos sonhos”, disse Ilagan. “Do terraço, víamos o pôr-do-sol sobre o oceano. Não precisávamos comprar frutas, porque o jardim estava cheio de árvores frutíferas”.
Trabalho virtual e passagens grátis
Com o sucesso de sua própria experiência, o casal criou o site Map The Unknown, no qual oferece treinamentos para pessoas que desejam conseguir o mesmo estilo de vida deles. Cada mentoria custa US$ 199.
Fran e Marco também contam que usam pontos e milhas acumulados no cartão de crédito para pagar as passagens. “Pago minha conta todo mês como se fosse um cartão de débito e o uso como uma ferramenta para viajar”, disse Ilagan. E, se as administradoras de cartão de crédito começarem a cobrar anuidade, ele cancela o cartão.
Há cinco anos eles não pagam passagens aéreas. Só em 2022, eles voaram de graça entre México, Estados Unidos, Itália, Grécia, Eslovênia, Reino Unido, de volta aos Estados Unidos e depois à Argentina.
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