Cabo Verde: Primeiro-Ministro rejeita Moção de Censura e defende conquistas do governo

O Primeiro-Ministro, em seu discurso perante o Parlamento, rejeitou veementemente a Moção de Censura apresentada pelo PAICV, Partido Africano da Independência de Cabo Verde. Ele destacou que, em uma democracia robusta como a de Cabo Verde, é natural que a oposição exerça seu direito de apresentar moções de censura, porém, ressaltou que tais ações devem ser responsáveis e ter objetivos claros.

O discurso do Primeiro-Ministro criticou o PAICV por sua obsessão em rotular o governo como não transparente e por promover acusações infundadas. Ele afirmou que a verdadeira intenção por trás da Moção de Censura é derrubar o governo legítimo, eleito há dois anos e que tal objetivo não será alcançado.

O Primeiro-Ministro defendeu a governação do seu partido, o MpD, Movimento para a Democracia, destacando medidas implementadas para promover transparência e boa governação. Ele ressaltou que instituições idóneas, como o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a ARAP (Agência de Regulação e Supervisão dos Produtos Farmacêuticos e Alimentares), estão envolvidas na fiscalização dos fundos públicos e que qualquer irregularidade será devidamente investigada.

Além disso, o Primeiro-Ministro enfatizou conquistas do seu governo, como a recuperação da empresa aérea TACV (Transportes Aéreos de Cabo Verde) e melhorias no transporte marítimo interilhas, destacando o aumento da segurança, da regularidade e da previsibilidade das ligações marítimas.

O discurso concluiu ressaltando que o governo está comprometido em executar seu programa, em consonância com o Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável e a Agenda Ambição Cabo Verde 2030. O Primeiro-Ministro afirmou que o país está no caminho certo para o crescimento económico, a redução do desemprego, a diminuição da pobreza e o fortalecimento da resiliência e pediu que o PAICV reconheça esses avanços e trabalhe em conjunto pelo bem do país.

É de recordar que, na passada terça-feira, 11 de julho, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde, PAICV, partido de oposição em Cabo Verde, apresentou uma proposta de moção de censura ao Governo perante a Assembleia Nacional. A moção de censura foi fundamentada com base nas “práticas reiteradas de falta de transparência” na gestão dos recursos públicos e na acusação de “tentativa de esconder ilegalidades”.

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