Esta garantia foi dada pelo diretor nacional da Polícia Judiciária, Ricardo Gonçalves, no acto de encerramento do curso “Busca em Embarcações” promovido no âmbito do Projecto SEACOP V, tendo destacado que é resultado de uma “excelente” relação de cooperação.
“E relações do tipo temos de fazer de tudo não só para manter, como também para elevar a um patamar superior”, afirmou este responsável, que pediu aos envolvidos, ou inspectores da Polícia Judiciária da Praia e do Mindelo, Polícia Marítima, Guarda Costeira e aos representantes da ENAPOR e Alfândega da Praia, que partilhem os conhecimentos adquiridos com os demais colegas.
“Trata-se de um tema novo, de como é que se faz uma busca no navio. Nós temos a consciência de que, quando conseguimos apanhar uma determinada quantidade de droga no nosso espaço marítimo, muitas outras nos conseguem escapar. Não podemos ter ilusões a esse nível, e ações do tipo têm por finalidade capacitar os nossos agentes no sentido de dar combate a este tipo de flagelo”, asseverou.
Na formação, avançou, foram transmitidos temas como as componentes do navio, quais os lugares preferenciais, como é que se deve abordar, quais os cuidados a ter, questões estas que, considerou, só uma formação especializada seria capaz de completar e enriquecer os conhecimentos acerca deste assunto.
Considerou igualmente que a busca em embarcações é uma tarefa “bastante complicada”, e que, com esta capacitação de primeiro nível, estimam que os participantes estão agora capacitados para realizar as buscas de maneira segura, com organização.
Por seu lado, o coordenador do projeto, Eric Wyart, realçou a importância de capacitar os agentes da Polícia Judiciária e outras entidades, para que saibam como fazer uma busca, onde buscar, como organizar a visita e como proceder de maneira segura.
Conforme disse, os traficantes de produtos ilícitos têm modalidades para dissimular a droga, e de maneira crescente vão escondendo-as em grandes quantidades. Exemplificou com o recente caso de apreensão de seis toneladas de drogas em Cabo Verde, e outros casos, como do ESER, há dois anos, com cinco toneladas de cocaína que estavam “muito bem dissimuladas” no barco.
A formação, que terminou hoje, foi promovida pelo Projeto SEACOP V, com o financiamento da União Europeia, e teve por objetivo contribuir para a luta contra o comércio marítimo ilícito e as redes criminosas associadas nos países e regiões visados, casos da América Latina, Caribe e África Ocidental, do qual Cabo Verde faz parte.
Inforpress
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