Brasil e Guiné Equatorial são únicos países lusófonos que mantêm pena de morte diz Amnistia


No caso do Brasil, a Amnistia Internacional (AI) destaca que o país integra a categoria dos “abolicionistas” somente para crimes ordinários.


“Nos casos de crimes excecionais, como crimes sob a lei militar ou crimes cometidos em circunstâncias excecionais”, a pena de morte faz parte do Código Penal brasileiro, detalha o relatório da organização não-governamental (ONG).


Embora conste na Constituição, para situações de guerra, a pena capital foi aplicada pela última vez em 1876.


A Guiné Equatorial é classificada como um país “retentivo”, em que a pena de morte continua passível de ser considerada para crimes comuns.


Os demais países lusófonos – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – já aboliram a pena de morte da sua legislação penal.


A secretária-geral da AI, Agnès Callamard, escreve no relatório que a ONG de defesa dos direitos humanos “registou 579 execuções em 18 países em 2021, um aumento de 20% em relação às 483 registadas em 2020”.


“Esse número representa o segundo menor número de execuções registado pela Amnistia Internacional desde pelo menos 2010”, conclui.

Crédito: Link de origem

- Advertisement -

Comentários estão fechados.