“Sem união, amizade e irmandade” nunca o país andará para a frente, diz o líder do Partido dos Trabalhadores Guineenses.
O líder do Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG), Botche Candé, prometeu esta segunda-feira acabar com a “vingança” na Guiné-Bissau e unir todos os guineenses para trabalharem para o desenvolvimento.
“O PTG não está interessado em dividir famílias guineenses, queremos acabar com os problemas e sermos um só. Não há razão para haver guerras, não há razão para dividirmos este povo, porque, nós, políticos, se dividirmos este povo estamos a pecar perante Deus”, disse o também ministro da Agricultura.
Botche Candé falava aos jornalistas no final de um comício no Bairro da Ajuda, em Bissau, onde se regressou para agradecer o apoio que tem recebido e explicando que só regressa à capital guineense depois das eleições, marcadas para 04 de junho.
O líder do PTG disse que a primeira coisa que o partido vai fazer é “combater de facto a vingança” e em segundo lugar unir os guineenses, porque “sem união, amizade e irmandade” nunca o país andará para a frente.
Questionado pelos jornalistas sobre a vassoura que tinha na mão, Botche Candé explicou que a vassoura significa “toda a maldade, falta de unidade, de irmandade, de matança e de abuso e de vingança”.
“Esta vassoura, Deus deu-ma, para limpar todas as sociedades, para limpar o coração de todos os guineenses, para sermos um só, haver desenvolvimento. Depois, todos juntos, com o Presidente e todos os partidos políticos vamos conseguir desenvolver a Guiné. Tem de haver saúde, educação e união”, explicou aos jornalistas.
Sobre se está disponível para trabalhar com todos os partidos políticos, Botche Candé disse que “todos são guineenses” e “irmãos, já em relação a eventuais coligações o líder do PTG remeteu a resposta para depois do pleito eleitoral.
O PTG foi criado em dezembro de 2021, quando Botche Candé ainda assumia funções de ministro do Interior.
Botche Candé, na política guineense há mais de 20 anos, é conhecido como leão do leste, mas na atual campanha eleitoral para as legislativas, os apoiantes tratam-no por leão nacional.
“O leão nacional chegou a Bissau, onde é que estão as cabras do mato?”, questionou Botche Candé aos seus apoiantes no início do comício, em Bissau.
Questionado pelos jornalistas sobre quem são as cabras do mato, o candidato disse que são os políticos que pedem o voto ao povo e que depois o enganam, ao contrário, explicou, do leão nacional que concretiza.
Duas coligações e 20 partidos políticos iniciaram em 13 de maio a campanha eleitoral para as sétimas eleições legislativas de 04 de junho da Guiné-Bissau, depois de o parlamento guineense ter sido dissolvido a 18 de maio de 2022.
A campanha eleitoral na Guiné-Bissau vai decorrer até 02 de junho.
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