Todos os anos, os médicos e enfermeiros da BeAlive dão uma parte das suas férias para estarem duas semanas a operar em São Tome e príncipe e na Guiné-Bissau, os dois países dos PALOP em que têm alternado a sua missão humanitária.
“Levamos saúde, sorrisos e esperança aos mais carenciados povos da Comunidade de Língua Portuguesa” – este é um dos lemas da missão. A frase aparece logo no início da página que a BeAlive tem aberta da Internet.
Veja aqui a versão integral da entrevista com os profissionais da BeAlive.
O sorriso parece ser uma arma contra as dificuldades nos países onde parece que falta tudo. Os membros da missão lembram que se trata de uma geografia onde as coordenadas não são as mesmas dos países da Europa ou, de uma maneira geral, do Ocidente.
A sensação das equipas no terreno é sempre de extrema urgência. Aproveitar aquelas duas semanas para realizar o máximo possível de cirurgias. Um trabalho intensivo que começa com o nascer do Sol e se encerra com o anoitecer.
Os médicos da BeAlive não operam doenças oncológicas. Isso tem uma explicação, como nos explicaram: são doenças que exigem um acompanhamento que não está nos parâmetros das missões de 15 dias.
Por outro lado, as doenças – ditas benignas – que entram nas salas de operação da missão BeAlive, vistas como naturalmente curáveis em Portugal, ali, nas condições médico-sanitárias em que estão aquelas populações, revelam-se como doenças potencialmente mortais.
Uma das grandes dificuldades com que se debate a BeAlive é estranhamente – ou não – uma questão diferente do foro médico: a visibilidade.
Estando já habituados a tratar da logística das operações, constituída praticamente por profissionais de saúde, resta pouca perícia ou tempo à equipa para cuidar do marketing e da publicidade que a missão merece.
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