Foto: Antena1
Ainda este ano o Banco de Portugal vai rever o cálculo da taxa de esforço permitindo que mais famílias possam aceder ao crédito à habitação.
Sobre as renegociações dos créditos à habitação, Clara Raposo não avança com números concretos, mas adianta que os dados que existem não são preocupantes. Os valores do crédito malparado não sofreram alterações significativas entre o final do ano passado e o primeiro trimestre deste ano.
Clara Raposo diz que compreende as preocupações dos ministros das Finanças que acham que as subidas já foram suficientes para evitar um efeito mais recessivo. Esclarece que as medidas implementadas pelo governo português para minimizar o impacto da subida das taxas de juro e da inflação, não vão contra as determinações do BCE, mas admite que possa existir uma revisão cirúrgica para manter alguma disciplina orçamental.
Questionada sobre a política do BCE de aumento das taxas de juro, Clara Raposo diz não ter certezas sobre a necessidade de aumentar as taxas de juro em julho, porque é preciso dar tempo para que as subidas anteriores produzam efeitos na economia. Ainda assim admite que, psicologicamente, os agentes já estejam preparados para esse aumento.
A Vice-governadora apelou às empresas para que façam refletir nos preços ao consumidor e nas suas margens de lucro a reversão que já se verificou no mercado da energia e que levou ao aumento dos custos nas empresas. Não considera que tenha havido um aproveitamento deliberado das empresas do aumento da inflação, mas admite que houve um aproveitamento da situação por alguns sectores já identificados e isso, considera, tem um limite.
Neste sentido, apela a um contributo geral de empresas e trabalhadores. Pede um compasso de espera para que se consiga uma descida de inflação que convença todos na Europa.
Entrevista conduzida por Rosário Lira (Antena1) e Leonor Mateus Ferreira (Jornal de Negócios).
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