O Banco de Portugal (BdP) anunciou esta quarta-feira lucros de 297 milhões de euros em 2022, mas esse cenário deverá mudar já este ano, esperando-se mesmo a entrada numa “fase de resultados negativos”, à semelhança daquilo que tem acontecido com outros bancos centrais, avisa Mário Centeno.
Com os lucros conseguidos no ano passado, o BdP pagou ao Estado 371 milhões de euros em dividendos e impostos, menos 268 milhões face a 2021.
Para esta situação, o governador do BdP culpa o aumento das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu, mas garante que esses resultados não vão afetar “minimamente” a capacidade de atuação da instituição.
No entanto, o Ministério das Finanças vai deixar de contar com os dividendos do banco central durante alguns anos, depois de ter recebido perto de cinco mil milhões de euros desde 2007 (já com os dividendos de 2022).
Na verdade, desde 2018, quando teve lucros recorde de 806 milhões de euros, os resultados do BdP têm vindo a diminuir gradualmente.
Devido ao significativo aumento das taxas de juro, os bancos centrais pela Europa fora têm estado a pagar juros mais elevados pelos depósitos de curto prazo dos bancos comerciais, e os clientes têm tido grande dificuldade em aceder ao crédito à habitação, o que, inclusive, já levou a algumas demonstrações de preocupação por parte do Presidente da República.
Mário Centeno diz que os bancos “têm a obrigação de acompanhar aqueles que estão em dificuldade e encontrar respostas”, até porque têm uma função social.
O Banco de Portugal (BdP) anunciou esta quarta-feira lucros de 297 milhões de euros em 2022, mas esse cenário deverá mudar já este ano, esperando-se mesmo a entrada numa “fase de resultados negativos”, à semelhança daquilo que tem acontecido com outros bancos centrais, avisa Mário Centeno.
Com os lucros conseguidos no ano passado, o BdP pagou ao Estado 371 milhões de euros em dividendos e impostos, menos 268 milhões face a 2021.
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