Associação Cabo-verdiana de Luta Contra o Cancro promove uma marcha conjunta para assinalar Outubro Rosa e Novembro Azul

No âmbito da Campanha do Outubro Rosa e Novembro Azul, a Associação Cabo-verdiana de Luta Contra o Cancro avançou hoje, dia 16, em conferência de imprensa realizada na sede da associação na Praia que este ano vai realizar uma marcha, a 18 de novembro, para celebrar as duas efemérides com o propósito de trazer mais pessoas para a marcha e esclarecer questões relacionadas com o cancro da mama e da próstata.

Cornélia Miranda, presidente da Associação Cabo-verdiana da Luta Contra o Cancro (ACLCC), defendeu que a ideia de promover uma marcha em conjunto surgiu pelo facto de os homens ainda participarem muito pouco nas atividades relacionadas com o Novembro Azul.

“Esta ideia de juntar o Outubro Rosa e Novembro Azul foi estratégica, queremos ter mais participações na marcha principalmente participação das entidades públicas como Câmaras Municipais e hospitais e toda sociedade civil afim de trazer informações às pessoas de forma a estarem atentas aos seus corpos.”

A responsável afirmou ainda que em relação à programação do Outubro Rosa e Novembro Azul vão ser realizados vários rastreios e palestras em diferentes municípios, em parceria com as delegacias de saúde, câmaras, escolas secundarias e universidades.

“Vão ser feitas várias palestras. O encerramento do Outubro Rosa vai ser no dia 30 de outubro na Escola Secundaria Amor de Deus com uma palestra sobre cancro de mama, já o Novembro Azul encerraremos as atividades no dia 2 de dezembro com a entrega de kits de higiene aos doentes oncológicos em quimioterapia no centro oncológico do Hospital Universitário Agostinho Neto.”

Em declarações à imprensa, José da Rosa, médico e membro da direção da ACLCC, explicou que nos dias de hoje o cancro está a ser detetado de forma precoce.

“Devido aos avanços da medicina e ao conhecimento das pessoas hoje em dia o cancro está a ser detetado de forma mais rápida, o que faz com que muitas mulheres sejam salvas anualmente por causa da deteção e do tratamento que se faz.”

Segundo o médico, hoje em dia também o arquipélago está com melhores condições para receber pacientes com cancro. “Em Cabo Verde hoje já fazemos quimioterapia e imunoterapia, estamos a melhorar não só na questão da sensibilização das pessoas para estarem atentas em relação à deteção precoce do câncer, mas também a procurarem os hospitais o mais rápido possível.”

A mesma fonte avança que em 2020 foram diagnosticadas 52 mulheres com cancro da mama a nível nacional, sendo que 24 acabaram por falecer devido à doença.

Já o vice-presidente da (ACLCC) e oncologista José Benvindo Lopes revelou que em relação ao cancro de próstata ainda há homens que se recusam a realizar o teste.

“O que posso afirmar é que a nível nacional ainda há resistência em procurar ajuda médica, mas comparando com os anos anteriores vem melhorando. Antes 80 por cento dos casos de cancro da próstata eram diagnosticados em estado avançado, mas agora há os que procuram ajuda logo no início.”

Em relação aos dados, o urologista avança que no ano passado foram diagnosticados cerca de 80 casos de cancro da próstata.

O profissional de saúde deixou o apelo para que todos estejam cientes em cada detalhe do corpo e façam testes para verificar se está tudo em ordem.

Lenira Furtado/ Estagiária

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