AS LIÇÕES QUE A GUIANA DÁ AO BRASIL, ONDE O PRÓPRIO GOVERNO USA A BUROCRACIA PARA A PETROBRÁS NÃO EXPLORAR A MARGEM EQUATORIAL


13. nov, 2023

GUYANADepois que a Chevron comprou a Hess por US$ 53 bilhões, transação  transação anunciada em outubro, a empresa coloca um novo foco na Guiana, já que a participação de 30% da Hess no enorme desenvolvimento offshore do bloco Stabroek operado pela ExxonMobil, constitui a joia principal desse negócio. Agora uma informação para o governo brasileiro, em especial para ministra Marina Silva, que vê 100 milhões de brasileiros passando fome no país dela: desde que o desenvolvimento do petróleo começou na Guiana, este pequeno país, com apenas 800 mil habitantes, tornou-se a economia de crescimento mais rápido do mundo, com uma alta no PIB de 62,3% em 2022. Mas, a ministra do meio ambiente e o IBAMA, insistem em fechar os olhos e os ouvidos ao dar crédito à uma imagem falsa da ONG internacional Greenpeace, mostrando corais na Foz do Amazonas. Mesmo diante das provas apresentadas pela Universidade do Pará, que estuda a Margem Equatorial  há 15 anos, de que as imagens apresentadas não eram dali, a ministra vira as costas para esta realidade, bate o pé e não abre mão da teimosia. Algumas autoridades do governo federal e até o Presidente Lula falaram da importância da exploração de petróleo na região,  mas efetivamente não fizeram nada. Por isso,  parece  apoiar a ministra que ainda não percebeu que a Amazônia não é dela e que as leis ambientais de hoje tornaram as empresas ainda mais responsáveis. Exagerando, mas para se ter uma ideia das exigências de QSMSRS da Petrobrás, um funcionário não vai ao banheiro sem fazer um plano. Há normas para tudo. Se ela quiser exemplo, visite uma plataforma de petróleo, durma lá uns dois dias e depois chegue a uma conclusão óbvia. Ela  precisa deixar de pensar mais nos protestos das ONGs de interesses inconfessáveis e nos aplausos dos artistas e ativistas ambientais nos fóruns internacionais que desconhecem a realidade da população e dos ricos recursos naturais da região amazônica.

Enquanto isso, a Petrobrás vai mendigando um suporte para que a companhia possa iniciar a exploração de uma área que pode ser ainda ser maior do que o pré-sal das bacias[]ASDFG de Campos e Santos. Parece inacreditável. E é mesmo. Um grupo de pesquisa da Fitch Solutions, projeta um crescimento de 38% durante 2023 e que a economia da Guiana poderá expandir-se 115% nos próximos cinco anos. Este é um impacto econômico enorme, tão grande que o governo do ditador venezuelano  Nicolas Maduro renovou recentemente a sua reivindicação de longa data de possuir direitos ao longo da extensão ocidental da área. A Corte Internacional de Justiça (CIJ)resolveu em abril que tem jurisdição para decidir a controvérsia, uma afirmação com a qual o presidente da Guiana, Irfaan Ali, concorda, dizendo: “Permitimos que este assunto fosse levado à CIJ e encorajamos continuamente a Venezuela participar plenamente no processo e que ambas as partes respeitem o resultado do processo”.

VBNMIndependentemente do resultado dessa controvérsia, a gigante ExxonMobil continua a desenvolver os recursos de forma ordenada com o sua nova parceira e concorrente Chevron. Ao lado das duas empresas americanas, um parceiro chinês, a CNOOC, que detém uma participação de 25%. A equipe da ExxonMobil Guiana tem apresentado excelentes resultados desde 2015, período durante o qual a empresa conseguiu reportar mais de 30 poços descobertos com sucesso, totalizando quase 11 mil milhões de barris de reservas comprovadas, viu ministra? O poço Lancetfish 2 anunciado no final de outubro elevou para três o número de descobertas da empresa em 2.023, à medida que ela continua os esforços de perfuração projetados para delinear a extensão geológica subterrânea da área de recursos.

A ExxonMobil tem atualmente dois FPSOs em operação, com outro previsto para antes do final de 2023. Os planos atuaisVBNM,.;1 preveem um total de seis FPSOs em funcionamento e em operação até 2027. A produção de Stabroek excedeu 400 mil barris de petróleo por dia em meados de 2023 e deverá aumentar para mais de 1 milhão de bpd até 2027. Esse nível de produção classificaria a Guiana como um dos países do mundo entre os 20 maiores países produtores de petróleo. O papel da ExxonMobil e dos seus parceiros de consórcio é construir um gasoduto de 200 km para levar o gás a um ponto de interligação em terra, juntamente com a extensão terrestre do gasoduto e preparar o local para uma central elétrica de gás natural planejada. O governo da Guiana está em processo de adjudicação de contratos para a construção da central elétrica, juntamente com outras infraestruturas necessárias.

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