Artista indígena assina arte pública em grandes dimensões em de Belém

Obra de Auá Mendes, artista indígena Imagem: Divulgação

A obra azul, que traz uma menina com uma onça, traz como inspiração a dimensão dos sonhos e da realidade da cosmovisão indígena vivida pela artista mura. A transmutação das cores em energia e a perspectiva dos animais como seres encantados são representados na obra IXÉ MAKU, que se trata de uma jornada poética de autodescoberta, mas também de autorreflexão.

“Acreditando no caminho ancestral que foi construído antes de mim, IXÉ MAKU é um portal que fala de enraizar o corpo para mirar como uma flecha certeira no céu”, conta a artista.

Auá leva suas raízes para seus trabalhos que vão além da arte urbana e atualmente é designer do Museu das Culturas Indígenas de São Paulo. A obra é produzida como parte da programação da Bienal das Amazônias, que iniciou dia 4 de agosto e vai até 5 de novembro. Em sua primeira edição, a Bienal das Amazônias tem como tema “Bubuia: Águas como Fonte de Imaginações e Desejos”.

Criada com a proposta de despertar a reflexão sobre como se faz arte na região sem estereótipos, a Bienal reúne mais de 120 artistas/coletivos de oito países da PanAmazônia, além da Guiana Francesa.

Do Brasil, estão presentes representantes dos nove Estados da Amazônia Legal (Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, e a Amazônia Oriental, composta, por exclusão, pelos Estados do Pará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso).

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