Companhias de todos os setores já foram rebatizadas ao longo dos anos, de redes sociais até a própria Google
27/07/2023 às 20:00 por
Nilton Kleina
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A mudança radical do Twitter para X, tanto no nome da rede social quanto da empresa que controla a plataforma, pegou muitos usuários de surpresa.
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A novidade, que era um desejo pessoal do dono e ex-CEO da companhia, Elon Musk, serve tanto como uma mudança de ares quanto uma tentativa de apagar o passado da rede, que foi lançada em 2006. E essa não foi a primeira vez que algo parecido aconteceu: nos últimos anos, várias companhias de tecnologia já foram rebatizadas pelos mais diversos motivos.
Na lista a seguir, que reúne alguns desses casos, deixamos de fora empresas que trocaram de nome no início da vida, antes que se estabelecessem na indústria — é o caso de várias japonesas ou sul-coreanas, por exemplo, que internacionalizaram a marca com o tempo, ou simples ferramentas digitais que cresceram e viraram uma companhia de grande porte.
A Google trocou de nome para Alphabet oficialmente em agosto de 2015, em uma mudança que não traz muitos efeitos práticos para o consumidor, mas mudou bastante a estrutura do conglomerado iniciao por Larry Page e Sergey Brin em 1998 com um simples buscador.
A partir da troca, o nome Google passa a ser apenas o do mecanismo de pesquisa, que vira uma das várias subsidiárias do guarda-chuva Alphabet — ou uma das letras do alfabeto, na explicação do nome oficial.
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Subsidiárias como YouTube, Nest, Calico, Verily e laboratórios de projetos, como o X, viraram outras companhias dessa empresa. Antes, elas já eram projetos paralelos, porém trabalhando sob o próprio Google. Depois da troca, elas passaram a ter mais autonomia e transparência, com os braços atuando com liberdade e também sendo avaliados individualmente. O Loon, de internet via balões, por exemplo, foi uma das iniciativas que não deu certo e deixou de existir no ano passado.
A mudança do Facebook para Meta em outubro de 2021 é parecida com a anterior. A rede social continua com o nome original, desde que foi criada por Mark Zuckerberg como um projeto para uso exclusivo de universitários. Porém, o conglomerado, que inclui também Instagram, WhatsApp, Threads e Oculus, passou a ser conhecido pelo novo nome.
Só que a mudança para Meta não foi apenas uma reorganização. Ela indicou os futuros rumos da companhia e a nova aposta de Zuckerberg: o metaverso, a partir da plataforma Horizon Worlds e headsets de realidade virtual (VR).
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Essa também foi uma forma de a companhia renovar a marca após o escândalo da Cambridge Analytica, que manchou em definitivo a imagem da rede social por violar a privacidade de usuários e comercializados dados pessoais sem autorização. O metaverso ainda não decolou como o esperado e por enquanto só rende prejuízos à empresa, mas as apostas nele continuam em menor escala.
Em alguns casos, as mudanças de nome de empresas de tecnologia são bastante simples e até já eram adotadas de modo informal pelos consumidores e pela própria marca.
É o caso da Apple, que só teve esse nome a partir de 2007. Antes dessa data, ela era chamada oficialmente de Apple Computer, o nome com o qual ela foi fundada por Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne em abril de 1976. Inicialmente, a ideia da marca era apenas lançar computadores e essa foi de fato a estratégia durante mais de uma década.
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Porém, o nome reduzido refletia melhor a nova fase da empresa, que continua lançando computadores da linha Mac, mas expande para outros dispositivos. No ano da troca, ela já tinha o revolucionário mp3 player iPod no catálogo há anos e lançou a primeira geração do iPhone, que foi um marco na então jovem indústria de telefones inteligentes.
Esse é um caso curioso, em que o produto de uma empresa ficou tão popular que acabou virando o nome da própria companhia — como se a Microsoft virasse apenas Windows, por exemplo, ou a OpenIA fosse rebatizada para ChatGPT.
A mudança em questão aconteceu com a canadense Research in Motion, ou RIM. Você pode até não conhecer esse nome, mas certamente ao menos já ouviu falar da sua linha de celulares mais famosa, a Blackberry. Os aparelhos voltados para o meio corporativo foram um fenômeno a partir da década de 1990, com dispositivos que iam muito além das chamadas telefônicas e contavam com um teclado QWERTY físico em miniatura embutido, novidade na época. A trajetória recentemente foi transformada em um filme.
A mudança aconteceu em 2013, quando a companhia foi adquirida por um consórcio de investidores por US$ 4,7 bilhões. Nesse momento, ela já estava em queda por não conseguir acompanhar o crescimento do mercado de smartphones liderado por Android e iOS. Atualmente, ela não lança mais dispositivos móveis e foca apenas no setor de software e serviços.
A Justin.tv nasceu em 2007 com uma proposta bastante curiosa. Ela era um site de streaming ao vivo em uma época em que isso ainda não era comum, com uma pessoa transmitindo a própria vida 24 horas por dia — com direito até a uma webcam acoplada na cabeça.
Com o tempo, a plataforma se expandiu para virar uma central de streamers, antes mesmo dessa palavra existir. E ela começou a encubar um novo serviço em 2011, voltado para gameplays: a TwitchTV.
Esse é um exemplo parecido com a da RIM. Com o tempo, Twitch (que perdeu a parte de “TV”, já datada) ficou bem mais popular que a plataforma original, desativada em 2014, e passou a batizar a empresa como um todo no mesmo ano. Meses depois, em agosto, ela foi adquirida pela Amazon por US$ 970 milhões, onde permanece até os dias de hoje.
A preferência de Elon Musk em ter uma empresa de nome X já vem de longa data. Isso porque o empresário já teve uma marca com esse mesmo nome, mas perdeu uma disputa interna e foi obrigado a ver o próprio negócio ser rebatizado para um termo bem mais comercial.
Isso aconteceu em 2000, quando um pequeno e pioneiro serviço digital e online de pagamentos fundado por Musk chamado X.com entrou em processo de fusão com a Confinity, de propriedade do investidor Peter Thiel. Essa empresa mantinha outra plataforma parecida, que estava cada vez mais popular: o PayPal.
Musk e Thiel brigaram por vários motivos, inclusive o nome. O empresário que depois comandaria a Tesla e a SpaceX queria o “X” como identidade visual e corporativa, mas a letra não foi bem vista em grupos focais de consumidores “por remeter a conteúdos pornográficos”.
Em setembro de 2000, Musk foi removido do cargo de CEO e trocado pelo próprio Thiel, que renomeou a companhia em definitivo para o seu atual nome de PayPal.
…
E aí, qual das mudanças de nome você considera mais bem sucedida entre os exemplos listados acima? Se você pudesse mudar o nome de uma empresa de tecnologia, qual seria a sua substituição? Deixe a sua opinião nos comentários!
Fonte: Business Chief, Business Insider, Venture Beat
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