O apelo anual para assistência humanitária do Programa Mundial de Alimentos, PMA, ao Haiti recebeu, até junho, somente 16% do valor necessário. Para este ano, a agência precisa, urgentemente de US$ 121 milhões, o que deve atender a cerca de 2,3 milhões de pessoas.
Com a falta de fundos, o PMA foi obrigado a cortar este mês 25% das rações, em comparação, a junho.
Violência e crise humanitária
A agência afirma que, de acordo com o nível atual para o calendário do ano, o PMA não terá fundos para entregar alimentos a um total de 750 mil pessoas, em caráter de urgência.
O país caribenho está enfrentando um nível sem precedentes de necessidades com quase metade da população ou 4,9 milhões de pessoas sem meios para comprar os alimentos de que precisam.
Uma mulher prepara uma refeição no Haiti.
O diretor do PMA no Haiti, Jean-Martin Bauer, disse que é trágico não poder alcançar os haitianos mais carentes, este mês, e que os cortes não poderiam ter ocorrido num momento pior.
O Haiti está atravessando uma onda de violência e crise humanitária além de choques climáticos, insegurança e crise econômica.
No primeiro semestre deste ano, a agência entregou merendas escolares a mais de 450 mil crianças no país. Para muitos alunos é a única refeição a que terão acesso.
Sem uma injeção de fundos, quase 50% dessas crianças não vão ter o que comer após retornarem das férias.
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