Adriana Calcanhotto é uma das confirmações da 3.ª edição do Festival Língua Terra – New in Setúbal

Adriana Calcanhotto é uma das confirmações da 3.ª edição do Festival Língua Terra

A aposta na divulgação dos países de língua portuguesa traz até Setúbal um programa recheado de música, cinema e workshops.

A artista vem a Setúbal dia 5 de junho.

É oficial: o Festival Língua Terra, que pretende promover a partilha entre artistas de língua portuguesa, chega a Setúbal a partir de 3 de junho com uma vasta oferta cultural, que é enriquecida por concertos, cinema e workshops, com várias caras conhecidas a subirem ao palco e a ilustrarem o programa diversificado preparado para mais um ano de espetáculos.

O português é o idioma oficial de Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Guiné Equatorial e Timor-Leste e é falado como língua materna ainda em outros oito países. O estímulo das relações entre estes locais espalhados pelo mundo é o principal objetivo deste certame, conforme informa Mônica Cosas: “O Festival Língua Terra nasceu com o intuito de promover o intercâmbio entre artistas dos países unidos pela língua portuguesa e de fomentar conexões culturais e criações artísticas colaborativas, numa busca por dar visibilidade à diversidade cultural que compõe os diferentes territórios e contribuir com reflexões sobre um mundo mais justo e igualitário”, diz a fundadora e organizadora. O Fórum Municipal Luísa Todi e o Cinema Charlot — Auditório Municipal vão receber, nos meses de junho e julho, os espetáculos.

A 3 de junho, sábado, às 15 horas, no roof do Fórum Municipal Luísa Todi, Dani Zulu apresenta o workshop “iniciação à percussão corporal”, que promove, numa proposta pedagógica, a utilização do corpo como instrumento musical. Ao longo da oficina, os participantes vão explorar e descobrir diferentes sons produzidos pelo corpo”. Será uma aula prática, “divertida e repleta de trocas, sendo palmas, estalos, batidas, sapateados e demais sons produzidos pelo corpo a trilha sonora deste momento de descobertas”. Dani Zulu é musicista profissional e arte-educadora com mais de 24 anos de experiência na realização de projetos na área de percussão geral e instrumental.

Adriana Calcanhotto atua em Setúbal dia 5 de junho, segunda-feira, às 21h30, para uma atuação que conta também com a presença de Salvador Sobral. O espetáculo vai decorrer no Fórum Municipal Luísa Todi e tem o custo de 12€. A cantora e compositora brasileira está em digressão, a apresentar o álbum “#Errante” e irá cantar vários temas inéditos. “Com mais de 1 milhão e 300 mil ouvintes mensais no Spotify, Adriana Calcanhotto é um dos grandes nomes do cenário musical brasileiro e tem uma bela trajetória de sucesso iniciada em 1980”.

O Cinema Charlot recebe na noite de 7 de junho, às 21h30, a exibição de “Aleluia: O canto Infinito”. Poderá ver “um documentário produzido pela cineasta Tenille Bezerra que é um recorte de seis anos da vida do cantor Mateus Aleluia e acompanha a sua jornada entre Salvador e Luanda, e revela uma nova perspetiva sobre a sua vida e obra”. A 14 de junho, o Cinema Charlot exibe, às 21h30, o “documentário “Filhos de João: O Admirável Mundo Novo Baiano”, dirigido por Henrique Dantas. O filme explora a relação entre João Gilberto e os músicos da banda Novos Baianos, que transformaram o rumo da MPB. O filme traz um panorama da música popular brasileira dos anos 60 e 70, com o apoio de arquivos, relatos e muita sensibilidade”.

Um dos cartazes.

As sessões de cinema culminam com a apresentação do filme “Aquilo que Eu Nunca Perdi”, no Cinema Charlot, a 21 de junho, às 21h30. Esta biografia é dirigida por Marina Thomé e conta a história de Alzira E, compositora e instrumentista brasileira. A produção investiga a vida da artista e tenta afastar-se de “formatos tradicionais, traçando um panorama que vai muito além da carreira de Alzira E, abordando temáticas que vão desde sonhos ao reconhecimento das artistas femininas. Alzira E é o nome artístico de Alzira Espíndola, uma mulher que rompeu o conservadorismo do seu tempo para ser livre”. Para todas as sessões exibidas no Cinema Charlot, os bilhetes custam 4,50€ para o público geral, 3,50€ para maiores de 65 anos e para estudantes até aos 25 anos. É gratuito para pessoas que se encontram em lares de terceira idade e reformados da Câmara Municipal de Setúbal.

A 3.ª edição do evento culmina com o espetáculo de Bia Ferreira. Será a 2 de julho, às 21h30, no Fórum Municipal Luísa Todi, que “um dos nomes mais marcantes da nova geração de músicos brasileiros” sobe ao palco. Este concerto “marca a digressão do álbum ‘Faminta’, em que a artista convida os espectadores a mergulhar nas suas letras poderosas. Com quase uma década de atuação e presença nos grandes circuitos musicais, a artista ecoa para além do seu trabalho o respeito à comunidade LGBTQlA+, ao racismo e à xenofobia”. Bárbara Eugénia, cantora e compositora, abre o concerto. Os bilhetes custam 12€ e podem ser comprados na bilheteira online.

Assim, O Festival Língua Terra “volta a privilegiar as manifestações culturais do Brasil e dá ênfase à expressão artística feminina, sendo o cartaz composto na sua totalidade por mulheres que encontram na arte uma fonte de expressão”. Nos eventos anteriores atuaram nomes como Bonga (Angola), Elida Almeida (Cabo Verde), Paulo Flores (Angola), da baterista Simone Sou (Brasil). Houve a peça teatral “Chovem Amores na Rua do Matador”, dos grandes autores moçambicanos Mia Couto e José Eduardo Agualusa, e um diálogo chamado “Conversas entre Kotas”, entre Bonga, Betinho Feijó e Pedro Coquenão (Batida).


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