‘Absurdo’: estudantes criticam proposta de cobrança de mensalidade em universidade pública – Rádio Itatiaia


Foto: Divulgação/UFMG




Alunos de universidades federais criticaram a proposta


Estudantes de universidades federais se posicionaram contra a PEC 206, que será discutida pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (24). A Itatiaia entrevistou um grupo de estudantes na porta da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que foi unânime em discordar da proposta.

Diogo, estudante de Estatística da UFMG define a PEC 206 como algo “absurdo” e afirma que não estaria na universidade se precisasse pagar. “A universidade é publica e deveria ser para todos. Cobrando, a faculdade passa a ser um lugar elitista”, afirmou. 

Aluna de Farmácia da UFMG, Alessandra questiona a discussão com o cenário econômico atual no país. “Bem confuso, né? No cenário que a gente está, uma coisa dessas ser cogitada considerando a situação financeira que o país passa. É absurdo pensar que alguém está cogitando isso”, disse.

Em entrevista à Itatiaia, Felipe, aluno de Engenharia de Computação da USP, também criticou a PEC. “É mais uma tentativa de sucatear as universidades públicas e o ensino superior no Brasil. A gente vê os cortes de verba ano a ano, e isso vem como uma justificativa para fazer a universidade ser rentável e autossustentável”, afirmou.

Estudante de Estatística da UFMG, vindo de Guiné Bissau, Fernando defende que muitas pessoas não vão ter acesso à universidade com a implantação da mensalidade em instituições públicas. “Se você começa a cobrar, você começa a deixar outras pessoas de fora. Para ter uma ciência desenvolvida você precisa de incluir todos. O estado é que tem que prestar serviço para o seu cidadão, não tem que importar com o lucro”, defendeu.

Graduanda em Teatro na UFMG, Jaqueline também é contra a proposta que institui mensalidade nas universidade públicas. “É um direito que a gente custou para adquirir. Já é complicado estar aqui pagando por moradia e passagens”, relatou a estudante.

 


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