Seleção executou plano de jogo quase na perfeição, mas claudicou na reta final, novamente de bola parada
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O plano para colocar o motor português a carburar foi executado quase na perfeição, não fosse um adormecimento já na reta final que tirou os 3 pontos.
De facto, a Seleção parece estar a demorar a soltar as amarras e a mostrar a qualidade que apresentou na fase de qualificação. No entanto, este jogo, ao contrário do duelo com a Geórgia, trouxe algumas melhorias, sobretudo na interpretação da estratégia delineada por Rui Jorge. Conhecedora do poderio e da capacidade holandesa, a formação lusa ofereceu a bola ao adversário, esperou pelo momento certo para atacar e apostou as fichas todas na exploração da profundidade.
Tanto insistiu que lá encontrou o tal balão de oxigénio que precisava. Tiago Dantas lançou Pedro Neto na velocidade, que segurou o esférico, levantou a cabeça e assistiu de forma perfeita André Almeida, o qual surgiu de rompante no interior da área. O momento foi de tal forma importante e estudado que assim que a bola esbarrou nas redes da baliza de Bart Verbruggen, o capitão da Seleção virou-se de imediato para o banco e serrou os punhos a festejar, dando a indicação de plano cumprido.
A verdade é que, apesar da vantagem, Portugal nunca transmitiu tranquilidade na partida e Celton Biai e o olho de falcão do auxiliar iam travando as investidas do incómodo Brobbey. Alexandre Penetra e André Amaro, se pudessem, de certeza que o tinham amarrado, tais foram as dores de cabeça causadas pelo avançado. Quando a partida caminhava para o final e a parte superior da ampulheta ia ficando cada vez mais vazia, aumentava a crença no primeiro triunfo na competição, não se esperava era que a defesa portuguesa fosse novamente assombrada pelas bolas paradas… Na sequência de um canto, o oportunista Brobbey apareceu no coração da área, completamente sozinho, e fez o gosto ao pé, para desespero luso.
Agora, resta uma vida à Seleção para se manter viva e no duelo com a Bélgica só um resultado interessa para seguir em frente: a vitória!
O plano para colocar o motor português a carburar foi executado quase na perfeição, não fosse um adormecimento já na reta final que tirou os 3 pontos.
Por André Zeferino
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