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Miguel Gomes é o novo Presidente do partido MDFM/União Democrática. A sua eleição decorreu este sábado em São Tomé no congresso electivo em que participaram cerca de 500 delegados desta formação política fundada pelo antigo presidente da República Fradique de Menezes.
Miguel Gomes, 55 anos, antigo padre, foi eleito com 367 votos num universo de cerca de 500 delegados presentes no congresso, ou seja mais de 90% dos votos dos 397 delegados que se pronunciaram. O seu adversário, Fernando Cruz obteve 22 votos, ou seja 6% dos escrutínios, tendo sido ainda registados 5 votos nulos e um voto em branco.
O novo líder do MDFM é pouco conhecido no microcosmo político são-tomense. Nas últimas presidenciais, foi director de campanha da ex-candidata Maria das Neves. Miguel Gomes abandonou a sua actividade religiosa de mais de dez anos como padre em 2017 para dedicar-se à política e está convencido que este “é um novo desafio”.
Logo após ser eleito, Miguel Gomes prometeu criar uma alternativa para governar São Tomé e Príncipe face à tensão política que diz existir no país. “Nós conhecemos bem a realidade são-tomense, vivemos numa situação em que há muitos ódios, muita perseguição e muita desconfiança nos políticos porque a maneira como as coisas estão a ser feitas não credibiliza até os nossos próprios dirigentes”, declarou o novo presidente do MDFM.
Miguel Gomes disse ainda que quer “transformar o partido” com vista a torná-lo “a melhor alternativa para a actual situação do país”, este responsável político preconizando “uma estratégia sustentada para a vitória”.
Um dos sinais de mudança no partido prende-se com a sua própria nomenclatura. Durante o congresso deste sábado, o MDFM acrescentou a componente ‘União Democrata’, esta força política passando agora a denominar-se MDFM-UD.
Recentemente a UDD, União dos Democratas pela cidadania e o Desenvolvimento, que elegeu um deputado nas legislativas de 2018 desvinculou-se do MDFM, alegando não existirem actualmente condições políticas para se manterem unidos.
Aludindo a esta decisão, o novo líder do MDFM considerou igualmente que esta parceria acabou por não ser proveitosa para o seu partido. “Os resultados dos últimos tempos não têm merecido a confiança do povo são-tomense, portanto, é preciso nós avaliarmos esta situação e tomarmos medidas suficientes para avançarmos”, considerou Miguel Gomes.
O MDFM foi fundado em 2002 pelo ex-presidente da República, Fradique de Menezes e já esteve na governação coligado com o PCD.
Mais pormenores com o nosso correspondente em São Tomé, Maximino Carlos.
Correspondência de Maximino Carlos do dia 27 de Março de 2022
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