PRS considera que “momento não é oportuno” para dissolução do parlamento da Guiné-Bissau

Bissau, 13 mai 2022 (Lusa) — O presidente em exercício do Partido de Renovação Social (PRS), Fernando Dias, considerou hoje que o “momento não é oportuno” para a dissolução da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau.

“O Presidente da República convocou-nos para um encontro de trabalho e nesse encontro acabou por nos anunciar a ideia de dissolução do parlamento. Nós, enquanto partido PRS compreendemos que não é oportuno, neste momento, a queda do parlamento e aconselhamos o Presidente da República a não dissolver o parlamento”, disse Fernando Dias.

O dirigente do PRS, na coligação no Governo na Guiné-Bissau, falava aos jornalistas na Presidência guineense, após o encontro com o chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, que convocou hoje os partidos para os auscultar sobre a dissolução do parlamento.

Antes do PRS, o coordenador nacional em exercício do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15, também na coligação no Governo), Luís Oliveira Sanca, afirmou, em crioulo, que durante o encontro se falou sobre a dissolução do parlamento, que, disse, faz parte das prerrogativas do Presidente da República, não sendo preciso quanto à posição do partido em relação a uma eventual dissolução.

A Assembleia do Povo Unido — Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), liderada pelo primeiro-ministro guineense, Nuno Gomes Nabiam, disse que o encontro com o Presidente serviu para debater o relacionamento entre as instituições da República, da soberania, “face ao processo da governação política” do país.

Questionado sobre qual a posição da APU-PDGB em relação à dissolução do parlamento, o dirigente disse que não pode falar da posição do partido, mas salientou que sempre trabalharam para os grandes consensos nacionais, aproximações política, salvaguarda da paz e desenvolvimento do país.

O Partido da Nova Democracia (PND) afirmou que deu os seus “respetivos conselhos ao Presidente da República” e defendeu um diálogo mais inclusivo e concertado para que se possa chegar a conclusões, sem responder diretamente à questão da eventual dissolução do parlamento.

A comissão permanente da União para a Mudança, outro partido com representação parlamentar, não participou no encontro, por considerar, segundo um comunicado enviado à imprensa, que “não há condições para se sentar com as autoridades atuais, enquanto assuntos relevantes do Estado forem relegados a meros atos isolados, que tendem a multiplicar-se nos últimos tempos na Guiné-Bissau.

O presidente da União para a Mudança e deputado, Agnelo Regala, foi vítima no sábado de um ataque contra si, enquanto se encontrava na sua residência, tendo sido baleado numa perna.

Organizações da sociedade civil e a maioria dos partidos políticos condenaram o ataque, que a polícia considerou como um “ato isolado” e o chefe de Estado guineense afirmou tratar-se de um “assunto de polícia”, quando questionado pelos jornalistas sobre o assunto.

MSE // VM

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