Eclipse lunar total formará ‘lua de sangue’ e poderá ser visto em todo o Brasil (Foto: Rodolfo Langhi/Observatório Didático de Astronomia)
Um verdadeiro espetáculo astronômico está previsto para o período entre este domingo (15) e segunda-feira (16): um eclipse lunar total, também conhecido popularmente como “lua de sangue”. O fenômeno começa a ocorrer com penumbra às 22h30 e deve seguir até 3h50.
Ao temmais.com, o professor do Observatório Didático de Astronomia, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru (SP) Rodolfo Langhi explicou que o eclipse será percebido em todo o Brasil, na América Central e em uma parte da América do Norte.
Diferente do eclipse solar, que só é observável em uma área mínima ao redor do globo, os eclipses lunares podem ser vistos em qualquer lugar no lado noturno da Terra. Durante o eclipse, a lua está na constelação de libra.
“O mês de maio será espetacular para amantes do céu e da astronomia”, garantiu Rodolfo.

O eclipse lunar total ocorre quando a lua passa pela sombra da Terra, no exato momento em que o sol, a Terra e a lua ficam alinhados, sendo que a Terra está entre os dois. Segundo Rodolfo, o fenômeno ocorre durante uma única temporada de eclipses e só voltará a ocorrer parcialmente em outubro de 2023.

O eclipse lunar deste fim de semana durará cerca de seis horas, sendo que começa às 22h30 com a entrada da lua na penumbra e, às 3h50, se encerra com a saída da lua da penumbra. O ponto máximo do eclipse ocorre por volta de 1h10.

O astrônomo também disse ao temmais.com que o termo “lua de sangue” se caracteriza pois os raios solares, apesar de serem encobertos pela Terra, continuam atingindo a superfície da lua, pois a luz do sol atravessa a atmosfera da Terra e é desviada. Quando passa pela atmosfera da Terra, a luz branca do sol é espalhada pelos gases da camada.
Devido à composição química da atmosfera, as cores mais espalhadas são as azuladas, restando apenas as cores avermelhadas, as quais seguem caminho e continuam até atingir a lua.

Ainda segundo o professor, a coloração de um eclipse total da lua é uma maneira de medir a situação da atmosfera da Terra a nível global. Isso porque, se a atmosfera da Terra estiver com muitas partículas sólidas microscópicas em suspensão (flutuando) globalmente, os eclipses lunares tendem a ficar mais escuros do que o normal.
Segundo o astrônomo, coincidentemente, será “lua cheia de Perigeu”, popularmente conhecida como “superlua”. A explicação para esse fenômeno é porque a lua está no ponto mais próximo da Terra e, por isso, aparenta ser maior.
Observação

Para não perder nenhum instante do espetáculo astronômico, o professou contou ao temmais.com que recomenda que os interessados façam o uso de um binóculo ou telescópio, seja ele amador ou não. Para isso, é necessário que o céu esteja “limpo”. Não há necessidade de proteção ocular.
Caso o clima ou a condição do céu não estiver favorável para observação do eclipse, ou seja, nublado ou com chuva, o professor lembra que é possível assistir à transmissão do eclipse em tempo real por plataformas na internet.
Entretanto, aos que tiverem o privilégio, Rodolfo garante que deveriam assistir ao eclipse, mesmo que a olho nu. Afinal, ocorre durante uma única temporada de eclipses, ou seja, o próximo eclipse lunar parcial será apenas em 28 de outubro de 2023, visível no Brasil durante o “nascer” do astro.
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