A presidente do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG) fez estas declarações à Inforpress, à margem da cerimónia de abertura da ação de formação de instituições representantes da Rede Sol, no âmbito do projeto “Fla Sim pa Mudjer” – mulheres juntas na prevenção contra a VBG em Cabo Verde”, concebido pela Associação Cabo-verdiana de Luta contra a VBG (ACLCVBG).
“A Rede Sol é uma rede informal, de voluntários que trabalham nesta área de combate à VBG. Eles têm a vantagem de já existir desde 2006 antes da lei VBG existir. Têm feito um trabalho meritório e tem sido a base daquilo que se tornou a própria lei, os próprios parceiros, entidades que funcionam como parceiros nesta luta, portanto, é sempre bom relembrar do seu papel fundamental principalmente junto das comunidades lá onde é necessário”, declarou.
No entanto, reiterou a necessidade de uma maior articulação entre todos os intervenientes da sociedade civil e que lidam com questões sobre a VBG, visando uma resposta mais célere e de qualidade às vítimas deste fenómeno.
“Temos muitas vezes de chegar às comunidades, contamos com essas redes e com estes membros para lá chegar, a forma como eles funcionam, articulam para dar uma resposta rápida, mas que também tem que ser de qualidade às vítimas em essencial e eles são realmente essenciais na luta contra a VBG”, declarou.
Marisa Carvalho considerou ainda a referida acção de formação como uma “lufada de ar fresco” e um sinal de que o ICIEG e a ACLCVBG não se esqueceram da referida rede, que, por sua vez, está alinhada com aquilo que são os objectivos, a luta global e o plano nacional de igualdade de género.
Por seu turno, a presidente da ACLCVBG, Vicenta Fernandes, explicou que a ação de formação dos representantes das instituições da Rede Sol, realiza-se no âmbito do projeto “Fla Sim pa Mudjer” – mulheres juntas na prevenção contra a VBG em Cabo Verde.
O referido projeto, prosseguiu, trata questões de promoção do empoderamento legal de mulheres líderes comunitários e potenciais líderes, implementado na ilha de Santiago com uma vigência de três anos.
“O objetivo da formação visa a socialização da Rede Sol aqui da Praia e com as mulheres que foram formadas durante seis meses. É mais uma oportunidade de interagir essas mulheres com o grupo Rede Sol e também com a parceira com o ICIEG para poder trabalhar em conjunto e dar a conhecer o trabalho que elas vão fazer durante a existência do projecto”, asseverou.
Vicenta Fernandes adiantou que durante dois dias serão desenvolvidas várias ações relativas à implementação e regulamentação da lei de VBG, as tipologias da VBG, módulo sobre o papel da Rede Sol e Mulheres Multiplicadoras da Cidadania.
Destacou, por outro lado, os ganhos que o país tem alcançado na implementação de políticas no combate à VBG, reconhecendo, no entanto, que ainda existem muitos desafios a serem ultrapassados.
A Rede Sol foi criada em 2004, como uma articulação interinstitucional que integra várias instituições, governamentais e não-governamentais, que actuam no campo da promoção da igualdade e equidade de género.
Desde a sua criação, a Rede Sol tem atuado na mobilização da sociedade civil e parcerias internacionais, na produção de leis e políticas públicas que respeitem as especificidades de mulheres e homens no País.
Inforpress
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