Entidades exteriores vão participar na gestão de universidades públicas em Cabo Verde – Atualidade


Cabo Verde vai rever o regime jurídico do ensino superior, que está a ser reestruturado, com um novo modelo de gestão das universidades públicas, que vai contar com a participação de entidades exteriores, disse hoje o primeiro-ministro.

“Em diálogo com as Instituições de Ensino Superior (IES), o Governo procederá, brevemente, à revisão do Regime Jurídico das instituições do Ensino Superior e demais legislação sobre o ensino superior”, anunciou Ulisses Correia e Silva, ao intervir na abertura do novo ano académico na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), a única pública do país.

De acordo com o chefe do Governo, a revisão vai contemplar, entre outras medidas, a avaliação institucional e científica das instituições de ensino superior, por forma a garantir a qualidade do setor.

Também vai uniformizar o modelo de organização e de governança das universidades públicas e das instituições de ensino superior privadas e serão ainda feitos ajustamentos na regulação.

“Visa ainda a uniformização com as melhores práticas internacionais, dos procedimentos de acreditação dos ciclos de estudos das IES, de equivalências e de reconhecimento de graus académicos obtidos no estrangeiro”, acrescentou.

O que já está em curso, segundo o chefe do Governo, é a reestruturação do ensino superior, que vai ter um novo modelo de gestão das universidades públicas, e vai permitir a participação de entidades exteriores, provindos dos meios público, social e empresarial.

Com esta medida, o Governo de Cabo Verde pretende estimular à complementaridade e sinergias entre as IES públicas e entre estas e as privadas, completou Ulisses Correia e Silva.

Segundo o Ministério da Educação, estão inscritos nas universidades públicas e privadas de Cabo Verde cerca de 10.000 alunos, divididos em nove estabelecimentos.

Por sua vez, o reitor da Uni-CV, Arlindo Barreto, disse que a única universidade pública do país se está a transformar numa instituição virada essencialmente para o ensino para ser uma universidade virada para a investigação e que este ano será implementado o Estatuto do Estudante.

Reconhecendo a necessidade de reforçar a comunicação, o reitor salientou que a Uni-CV quer trabalhar para mostrar que é a “melhor” universidade de Cabo Verde.

“Mostrar com estética, ética e racionalidade aquilo que fazemos além da sociedade e de Cabo Verde”, traçou o reitor, afirmando que a Uni-CV está a dar “passos seguros” para ter padrões de qualidade em todas as áreas.

“Com o empenho e a motivação de todos, vamos elevar também os níveis de qualidade da nossa universidade e assim respondermos com confiança e competência aos desafios de ajustar e desenvolver o nosso país”, pediu Arlindo Barreto.

Este ano académico, a Uni-CV expandiu-se para a ilha do Fogo, com cursos de Geologia e Agronomia, e está no processo de criação do Instituto Superior da Aeronáutica e Turismo na ilha do Sal, isso depois de ter criado a Universidade Técnica do Atlântico (UTA), em São Vicente, e do Instituto de Ciências e Tecnologias Agrárias (ICTA), em Santo Antão.

Conforme os dados publicados na sua página oficial, a Universidade de Cabo Verde conta com cerca de 4.600 estudantes inscritos, 280 docentes e 135 não docentes, divididos por três polos universitários, com três doutoramentos, 10 mestrados, duas pós-graduações, 35 licenciaturas e dois cursos profissionalizantes.

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