Portugal: José Luís Hopffer Almada projeta para o livro “Sombras” o corpo material e espiritual de Cabo Verde
O autor fez essa afirmação em declarações à Inforpress depois da apresentação de “Sombras”, o seu décimo livro de poesias, num evento que aconteceu no Grémio Literário de Lisboa.
“Sombras significa a projeção de um corpo material. Nesse caso, é a projeção para o livro e para a escrita, o corpo material e espiritual de Cabo Verde nas suas diferentes facetas” explicou, exemplificando com a questão da formação histórica do arquipélago, das suas manifestações culturais e na sua existência como processo de afirmação nacional de um povo crioulo.
Segundo o autor, também são sombras do mundo no olhar do poeta, enquanto peregrino e cidadão do mundo, sendo que uma parte do livro fala de paixão amorosa e outra parte são meditações sobre a condição humana.
Sob a égide da Rosa de Porcelana Editora e da US Edições, a apresentação da obra “Sombras” esteve a cargo de Ana Mafalda Leite e Filinto Elísio.
José Luís Hopffer Almada, natural da ilha de Santiago, é jurista, ensaísta e poeta, tendo sido analista e comentador residente do “Debate Africando” da RDP-África durante mais de 20 anos.
Associado a diversas iniciativas culturais em Cabo Verde, como o Movimento Pró-Cultura (1986), o suplemento cultural Voz di Letra do jornal Voz di Povo (1986- 1987) e a revista Pré-Textos, foi diretor da revista Fragmentos (1987-1998), co-fundador da Spleen-Edições (1993), dirigente da Associação de Escritores Cabo-verdianos (1989-1992/1998) e co-fundador da Academia Cabo-Verdiana de Letras.
O escritor organizou “Mirabilis – de Veias ao Sol” (Antologia dos Novíssimos Poetas Cabo-verdianos (1998) e “O Ano Mágico de 2006 – Olhares Retrospetivos sobre a História e a Cultura Cabo-Verdianas” (2008).
Publicou ainda vários livros, como “À Sombra do Sol”, volumes I e II, (1990), “Assomada Nocturna” (1993), “Assomada Nocturna – Poema de Nzé di Sant’ y Águ” (2005), “Praia nas-Revisitações do Tempo e da Cidade” (2009), “Rememoração do Tempo e da Humidade (Poema de Nzé de Sant´y Ago)” (2015/2016), “Sonhos Caminhantes” (2017), “Germinações e Outras Restituições de Março” (2019) e “Deflagrações” (2021).
DR/HF
Inforpress/Fim
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