Papa Francisco criou no seu pontificado quatro cardeais portugueses.
A criação pelo Papa Francisco de D. Américo Aguiar como cardeal reforçou a influência de Portugal na elite da Igreja Católica, ocupando agora o nosso país a nona posição em número de cardeais (6) e a oitava em termos de cardeais eleitores (4). À frente de Portugal, num universo de 91 países com representantes no Colégio Cardinalício, estão apenas a Itália (49), Estados Unidos (17), Espanha (14), França (8), Brasil, Argentina e Alemanha (com 7 cada) e a Índia com 6, mas 5 dos quais eleitores.
Este reforço da presença portuguesa na Santa Sé deve-se sobretudo ao Papa Francisco, que criou, nestes seus dez anos de pontificado, quatro cardeais portugueses: Manuel Clemente, António Marto, Tolentino Mendonça e, agora, Américo Aguiar. Um aspeto muito relevante, uma vez que, ao longo de séculos, Portugal teve no Colégio Cardinalício apenas o patriarca de Lisboa. Aliás, não é por acaso que D. Américo Aguiar é apenas o 47.º cardeal destes nossos quase 900 anos de História.
Este sábado, depois de ter recebido das mãos do Papa Francisco o anel e o barrete púrpura, D. Américo Aguiar disse, na sala das lápides, no Museu do Vaticano, onde recebeu cumprimentos, que está nas mãos de Deus, pronto para tudo, mas que, no decorrer da cerimónia, sentiu o peso da responsabilidade.“Quando estava a subir aquela rampa lembrei-me daquele dia em que o Papa, no contexto da pandemia e do confinamento, rezou na Praça de São Pedro sozinho. Senti o partilhar do peso dessa caminhada. Mas agora, como refere o meu lema, ‘In manus tuas’, ou seja, nas mãos de Deus”, explicou.Ao receber as insígnias cardinalícias, percebeu-se que o cumprimento ao 17.º a ajoelhar-se perante o sucessor de Pedro foi mais longo do que aos restantes. Uma situação que, para D. Américo Aguiar, se deve à proximidade que ambos cultivaram nos últimos anos, por causa da organização da Jornada Mundial da Juventude.
“Sempre que nos encontramos, eu tenho este gesto de simpatia e carinho, de avô e de neto, de pai e filho, de sucessor de Pedro e de colaborar próximo. Sempre o fiz porque sim, não sei fazer de outra maneira”, reconhece.De resto, o Papa falou a D. Américo Aguiar da Diocese de Setúbal. “Disse-me para ter Setúbal no coração, o que é particularmente bonito e inspirador”, concluiu o novo cardeal.PORMENORES
orquestra
O Papa disse que aos novos cardeais que o Colégio Cardinalício deve ser como uma “orquestra”.homem do bomboD. Américo disse que pode tocar bombo: “Um homem do Norte adapta-se a um instrumento qualquer.”santo antónio
Foi-lhe atribuída a Igreja de Santo António de Pádua. O Papa brincou: “Não sei se é de Pádua ou de Lisboa, entendam-se.”
A criação pelo Papa Francisco de D. Américo Aguiar como cardeal reforçou a influência de Portugal na elite da Igreja Católica, ocupando agora o nosso país a nona posição em número de cardeais (6) e a oitava em termos de cardeais eleitores (4). À frente de Portugal, num universo de 91 países com representantes no Colégio Cardinalício, estão apenas a Itália (49), Estados Unidos (17), Espanha (14), França (8), Brasil, Argentina e Alemanha (com 7 cada) e a Índia com 6, mas 5 dos quais eleitores.
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