Programa de segurança humana beneficia 500 pessoas na superação da covid-19 em Cabo Verde- Coordenadora
Cristina Andrade fez estas declarações à imprensa, à margem do encerramento do referido programa que teve início no ano passado, e que contemplou as comunidades vulneráveis das cidades de Sal Rei, Espargos e Praia.
“Um aspecto fundamental do programa é que trouxe, pela primeira vez, o conceito da segurança humana que de facto é viver sem carência, livre de medo e com dignidade, e foi logo depois da pandemia da covid-19. O objectivo era de facto sensibilizar a relevância de existir um conceito para que as pessoas possam estar mais preparadas para identificar as necessidades nas suas comunidades e poder cocriar com as agências e especialistas soluções para os problemas identificados”, ressaltou a coordenadora.
A responsável salientou que as próprias comunidades elaboraram propostas de soluções, traduzidas em projectos concretos para mobilização de parcerias e de investimentos a fim de responder aos principais problemas identificados. Ou seja, conseguiu-se ir além de sensibilização, ao alcançar uma “co-construção” com as comunidades envolvidas sobre as soluções e intervenções baseadas na cientificidade.
“Notamos, por exemplo, que enquanto na Praia as comunidades envolvidas identificaram maior ameaça como a violência e criminalidade, Boa Vista- Sal Rei identificou a questão de negligência de menores, abandono de menores, no Sal surgiu a questão da VBG, abandono das crianças, consumo e tráfico de drogas, E é interessante esta visão específica: a questão contextual de cada comunidade em cabo Verde”, considerou Cristina Andrade.
A coordenadora da UNODC ajuntou ainda que com a questão preventiva da violência, do crime, da proteção das crianças e das mulheres, o programa refletiu a necessidade da questão da organização urbana, da gestão do espaço público, ou seja, mostrando que a questão da gestão do espaço físico é importante para o reforço da segurança em si.
Das recomendações, a mesma fonte destacou a necessidade de continuar a assegurar uma participação activa das comunidades nas respostas aos seus próprios problemas. Isto é, as iniciativas que construíram devem ser apoiadas, sublinhando que já se está a trabalhar com várias instituições e organizações internacionais no sentido de dar respostas a essas iniciativas, bem como às necessidades identificadas.
Anunciou igualmente que a Unidade de Segurança Humana em Nova York considerou tão relevante o resultado obtido em Cabo Verde que, pela primeira vez, beneficiou-se deste investimento. Agora, esta iniciativa será estendida a São Vicente, Fogo e continuará também na cidade da Praia, com financiamento garantido, com planos de expansão para abranger outras ilhas.
Por seu lado, a ministra da Justiça, Joana Rosa, que presidiu ao acto de encerramento do projecto, apelou aos organismos e parceiros internacionais para continuarem a apoiar os projectos cocriados com as comunidades no quadro deste programa conjunto de segurança humana.
O programa, conforme a governante, permitiu aproximar do seu propósito máximo, que era o de superar as ameaças colocadas para pandemia de covid-19, às comunidades mais vulneráveis em ambientes urbanos.
“Os impactos deste programa são bastante animadores, tendo, por exemplo, só na vertente sensibilização e formação, atingido indiretamente mais 150 mil habitantes nas três cidades envolvidas e centenas de líderes e técnicos de diversas áreas profissionais e de diferentes comunidades, assente em estratégias de prevenção de crime e violência, de desenvolvimento e planeamento urbano, entre outros resultados”, clarifico.
Orçado em 300 mil dólares, o referido programa foi financiado pelo Fundo das Nações Unidas para a Segurança Humana (UNTFHS), e implementado em parceria com o Ministério da Saúde, o Ministério da Justiça, o Ministério das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação, as Câmaras Municipais da Praia, do Sal e da Boa Vista, e as Associações de Base Comunitária dessas localidades.
Inforpress/Fim
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