«Só quero jogar futebol!»: Platiny ainda espera pelo reconhecimento do nome em Cabo Verde – Futebol

Médio recorreu de decisão desfavorável de juiz cabo-verdiano



• Foto: José Gageiro/Movephoto




O drama continua. Absolvido de falsificação de documentos em Portugal, Platiny ainda espera e desespera por uma decisão favorável no seu país natal, Cabo Verde, quanto ao reconhecimento daquele que alega ser o seu nome verdadeiro. Enquanto isso não acontece, tem a vida em suspenso e o regresso aos relvado adiados.

Nascido na ilha cabo-verdiana do Fogo, o médio diz chamar-se Platiny Mário Lopes Alves, nome que não consta nos registos daquele país africano. Quando chegou em Portugal, para representar a AD Oeiras, em 2012, trazia um passaporte com Platiny Medina Santos Alves, o que tinha antes de adoptar o anteriormente referido.

Mais de sete anos depois de ter realizado o último jogo, então pelo Gil Vicente, Platiny viu o juiz chumbar o reconhecimento do nome que diz ser seu. Mas já recorreu para o Tribunal de Relação de Sotavento, em Santiago, Cabo Verde. “O juiz não ouviu a minha mãe, nem a minha avó. O meu advogado em Cabo Verde aconselhou-me a recorrer”, conta.

Sem documentação, Platiny, de 27 anos e cujo drama foi contado por Record a 25 de março passado, não pode avançar. “Tive oportunidade de jogar em alguns clube portugueses e um empresário quis levar-me para a 3ª divisão de França. Mas não tenho documentação.”

Estabelecido em Barcelos, Platiny teve de ser submetido a operação a uma hérnia, com ajuda amigos. “Como não tenho documentação, não tenho acesso a médico de família. Graças a ajudas de amigos meus, pude ser operado num hospital privado de Barcelos”, relata.

Platiny viu a sua carreira interrompida em 2016, consequência de uma acusação de falsificação de documentos. O médio foi absolvido pelo Tribunal de Barcelos, que reconheceu validou a data de nascimento de 2 de janeiro de 1996, ao invés da de 15 de junho de 1993 que constava do passaporte com que entrou pela primeira vez em Portugal. Ultrapassado o problema no nosso país, agora espera que se faça em Cabo Verde. “Já fui à embaixada falar com o embaixador, mas ainda espero por essa decisão em Cabo Verde”, lamenta.


O drama continua. Absolvido de falsificação de documentos em Portugal, Platiny ainda espera e desespera por uma decisão favorável no seu país natal, Cabo Verde, quanto ao reconhecimento daquele que alega ser o seu nome …


Por Nuno Martins




1

Deixe o seu comentário

Crédito: Link de origem

- Advertisement -

Comentários estão fechados.