Portugal-Luxemburgo, 9-0: Com cartaz de luxo só podia dar show – Euro 2024

Na noite de Brunão, mas também de Jota, deu para tudo: fazer história com arte… em todo o campo!



• Foto: Luis Branca/Record



Sabe aqueles jogos em que, com um pequeno zapping, se arrisca a perder um golo? Bom, o Portugal-Luxemburgo foi precisamente desses e inveja ganhe se não teve oportunidade de estar sentado ontem no Estádio Algarve, onde a formação de Roberto Martínez conseguiu, em novo passo rumo ao Europeu da Alemanha, fazer história, neste caso acabada a ouro, com uns inesquecíveis e inéditos 9-0; deu para tudo, da nova prova de Brunão, à confirmação do grande momento de Diogo Jota ou o regresso de João Félix aos golos.

Escalados num 4x3x3 base que a atacar variava num 3x4x3 – Danilo juntava-se aos centrais, ao meio ou à esquerda, e projetava Dalot para o duplo-pivô com Bruno, libertando Rafael Leão na linha e Jota nas costas de Gonçalo Ramos –, os lusos foram perfeitos na evolução do plano de jogo, abafando por completo qualquer espaço para a reação dos forasteiros, que na primeira parte não criaram uma oportunidade de perigo. Portugal, que terminou com 24, aproveitou a 14ª para sair para o descanso com um justíssimo 4-0, abençoado com os bis de dois Gonçalos, Inácio, que se estreou a marcar pela Seleção, e Ramos, o pistoleiro que fez o que quis da defesa do Luxemburgo, lenta e previsível.



Muita cereja em cima do bolo

As contas estavam mais do que arrumadas, mas Portugal quis brindar os quase 20 mil espectadores com ‘show’ de bola, algo que surgiu sobretudo pelos grandes momentos individuais: Jota começou, aos 57’, por colocar justiça no grande futebol que praticou, fechando o terceiro bis da noite, aos 77’. Entre esses 20 minutos, Horta, entrado ao intervalo, também fez o gosto à bota, terminando-se com o prémio de Bruno Fernandes, autor de três assistências (para o 1-0, 4-0 e 5-0), e com o elixir de motivação para Félix, após um difícil defeso, sem minutos no Atlético de Madrid e mudança para Barcelona. Feliz e aliviado, bailou na linha de grande área e atirou para bem longe do alcance do guardião visitante, Moris.

Mais do que pé e meio em solo germânico, em 2024, tal como soma histórica, o jogo de ontem também nos mostra como está a evoluir a ideia de Portugal, dá-nos esperança no futuro e na valorização de muitos dos bons recursos que temos à disposição; também nos mostra que não há dependência do capitão Ronaldo e que quando o melhor da nossa história decidir que é tempo dele, estamos preparados. Eis a crónica de um anoitecer bonito – se a perfeição existe, o que será?

Homem do jogo: Não há palavras para descrever o que BRUNO FERNANDES fez ontem. Um recital, com três assistências e só depois o seu golo.



Sabe aqueles jogos em que, com um pequeno zapping, se arrisca a perder um golo? Bom, o Portugal-Luxemburgo foi precisamente desses e inveja ganhe se não teve oportunidade de estar sentado ontem no Estádio Algarve, onde a formaç…




Por Bruno Fernandes




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