“As pessoas têm que chorar, viver o luto, para não viverem enlutadas”

Com experiência como voluntária na tragédia de Brumadinho, e tendo atuado no Haiti, a psicóloga Marly Perrelli, moradora do Paraná, está no Vale do Taquari para auxiliar as famílias das vítimas e pessoas desabrigadas pelas cheias do Rio Taquari. Neste sábado, 9, a voluntária está em Vespasiano Corrêa, para dar apoio e informações aos presentes no velório coletivo. 

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“É um momento difícil porque as famílias já estavam em sofrimento há algum tempo, com familiares desaparecidos. Ainda havia a possibilidade do encontro”, comenta. A psicóloga destaca a importância a presença da Rede de Apoio Psicossocial (RAP), ong da qual faz parte, nos municípios atingidos e diz que o luto é um processo. 

Neste momento, reforça que a presença de amigos e famílias é importante e que o vínculo deve permanecer mesmo depois do enterro das vítimas. Além disso, o trabalho dela de outros voluntários é levar informação de como auxiliar de forma emocional os enlutados. “Muitas pessoas falam ‘não chore, porque a pessoa não descansa’. As pessoas têm que chorar, viver o luto, para não viverem enlutadas”, diz. 

Ela ainda ressalta que a informação de como auxiliar nestes casos também serve para os voluntários e destaca a solidariedade percebida no estado e no Vale do Taquari.

 


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