Profissionais de tecnologia ficam mais fortes em comunidades




Rafael Pavan, da Let’s Code

Foto: Divulgação

Não é novidade que o mercado de trabalho para profissionais da área de tecnologia está muito aquecido. Segundo a Brasscom, Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais, o mercado deve abrir até 2025 aproximadamente 800 mil vagas de emprego, isso apenas para o Brasil. E, sabemos que o mercado brasileiro não é a única opção para os profissionais dessa área. 

Com números dessa magnitude, aliada à  dificuldade das empresas em contratar estes profissionais, a área da tecnologia é um prato cheio para quem está procurando um novo emprego ― ou para quem busca uma transição de carreira.

Neste mercado onde cada vez menos as empresas estão exigindo uma formação formal na área, e no qual a necessidade de atualização constante é imprescindível, as comunidades de programação surgem como forte atrativo.

Além de reunir profissionais com experiência, as comunidades são uma excelente porta de entrada para quem está começando nessa jornada. Assim, quem está começando pode contar com os aprendizados de quem já trilhou um caminho semelhante. 

A participação em uma comunidade oferece um  ambiente de trocas único para quem está querendo se aventurar na área da programação. Afinal, quando se está começando em um novo mercado é importante entender as possibilidades de atuação e escolher uma direção para seguir.

As comunidades são uma ótima ferramenta para entender com outros participantes quais foram as dificuldades e barreiras que encontraram ao longo da jornada, e como superaram esses desafios. A partir daí é possível traçar um caminho de desenvolvimento profissional, pois uma vez definida qual a trilha de conhecimento que se quer seguir, chega a hora da busca por conhecimento. 

Por sinal, essa é outra grande porta que se abre com as comunidades, pois é possível aprender de forma gratuita com pessoas diferentes, que estão em etapas diversas da jornada profissional e podem colaborar com conhecimentos valiosos que vão muito além da técnica.

Hoje em dia, já não é mais necessário pagar por um curso, ou ter uma formação superior para se destacar dentro da área de programação, uma vez que grande parte do conhecimento está disponível gratuitamente em plataformas de compartilhamento de vídeo. As comunidades também entram com a proposta de auxiliar na organização desse conteúdo de uma forma mais lógica e muitas vezes compartilhar exercícios práticos para que o processo de aprendizagem seja facilitado, acelerando assim o desenvolvimento dos novos participantes. Algumas até compartilham conteúdos exclusivos e gratuitos, como cursos de temáticas básicas de programação que podem auxiliar os profissionais.

Outro ponto positivo está no potencial de criar uma rede qualificada gerada pelas comunidades. Não só para a área de tecnologia, mas para o mercado como um todo, ter uma boa rede de conexões é de extrema importância para o desenvolvimento profissional. 

Mais do que proporcionar conexões fortes com profissionais da área, as comunidades são uma excelente forma de busca por oportunidade, tendo em vista que as empresas disponibilizam desde vagas de estágio, até oportunidades para pessoas mais seniores.

A verdade é que foi-se o tempo em que o programador era visto como aquela pessoa que trabalhava isolada em um quarto escuro na frente do computador. E, as comunidades de programação surgem nesta esteira de possibilitar engajamento para os profissionais. Pois, além do conhecimento técnico, quem quer se aventurar no mercado de tecnologia precisa desenvolver também as soft skills como comunicação e trabalho em equipe, uma vez que essa área vem ganhando uma importância estratégica cada vez maior dentro das empresas. Quem começa a trabalhar nas comunidades gratuitas só tem a ganhar.

(*) Rafael Pavan é analista de marketing da Let’s Code e um dos idealizadores do Let’s Code Pass.

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