Cabo Verde uma piroga que chegou a transportar 101 migrantes a bordo e
vitimou 63 pessoas. Morreram à fome durante a viagem.
À chegada ao Porto de Palmeira, na Ilha do Sal, foram recebidos por uma equipa multidisciplinar que garantiu cuidados sanitários e médicos e lhes forneceu água, comida e roupa, num primeiro momento.
Devido ao estado de desidratação em que se encontravam, 16 dos migrantes foram encaminhados de imediato para o Hospital regional por exigirem maiores cuidados. Os restantes foram acolhidos num complexo desportivoTrês questões prioritárias
Apesar de no terreno terem procedido de imediato à recolha de bens – comida, produtos de higiene, roupa e calçado – junto de empresas locais e da sociedade civil, que têm contribuído para apoiar os migrantes resgatados, explicou que a falta de financiamento, recursos e estruturas são um desafio à prestação da ajuda humanitária.“É um desafio enorme a falta de financiamento para trabalhar estas questões”, garantiu Ivanilda Vaz.
“Cada um vai dando o que tem e o que pode“, disse. Acrescentando que “os donativos vão chegando aos poucos”.
Cabo Verde como país de trânsito, não como destino
Os testemunhos de alguns dos sobreviventes revelam que o “destino final seria a França” ou as Ilhas Canárias, em Espanha, conta Ivanilda Vaz.
“Pedimos ajuda para os 38 migrantes”, apelou a porta-voz da Cruz Vermelha na Ilha do Sal.
A falta de oportunidades e de esperança nos países de origem levam muitos africanos, entre eles jovens licenciados, a embarcarem rumo à Europa à procura “melhores dias”.
As autoridades cabo-verdianas estão a preparar o repatriamento das 38 pessoas resgatadas, à semelhança do que aconteceu no passado a outros náufragos que desembarcaram no país. Todavia, confrontados com esta realidade, os resgatados “prometem tentar de novo se forem repatriados”.
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