Guiné-Bissau: Apoio alimentar da ONU chegou a mais de 179 mil camponeses em julho


África 21 Digital com ONU News


ONU News/Alexandre Soares/Arq


Pelo menos 44 mil potenciais beneficiários já foram identificados pela parceria envolvendo a agência da ONU e cinco organizações não governamentais no terreno.

Desde finais de julho, cerca de 2,5 mil comunidades receberam sementes de produtos como amendoim, feijão e milho. Os beneficiários têm direito entre 15 a 20 kg de uma das variedades e 12 a 35 quilogramas de fertilizante.

A alta dos preços de alimentos e combustíveis influenciaram a piora da segurança alimentar e nutricional como efeito da Covid-19 e da crise na Ucrânia. O Projeto prevê alargar o acesso a alimentos para famílias vulneráveis.

O PMA indica que cerca de 96 mil pessoas enfrentam níveis agudos de insegurança alimentar no país. Em média, 28% das crianças dos seis aos 59 meses são debilitadas e 5% das de 6 à 29 meses acabam perdendo a vida. A Guiné-Bissau é tida como importador líquido de alimentos

Segundo o estudo Nutrient Gap, realizado pela agência em 2022, mais de dois terços da população não conseguem pagar uma dieta nutritiva saudável de US$ 4 dólares diários para uma família de sete membros.

Horticultores das regiões de Quinara e Gabu beneficiaram de poços de água, da compra de materiais e medição de perímetros de produção. Mulheres participaram em oficinas de planeamento comunitário sobre empoderamento.

Como parte de prevenção e tratamento da desnutrição aguda moderada, 9,3 milhões de toneladas de cereal enriquecido foram colocadas à disposição de 36 postos de saúde em maio. Mais de 520 beneficiários foram alcançados.

O PMA distribuiu arroz adquirido localmente para abastecer 852 cantinas escolares, atingindo perto de 179 mil crianças. Pelo menos 70 técnicos receberam treinamento em gestão integrada de desnutrição aguda, moderada-a-grave e prevenção de desnutrição crônica em Cacheu, Oio, Quinara Tombali.

Ainda no âmbito das atividades nutricionais, nove toneladas métricas de alimentos misturados fortificados foram entregues para ajudar 700 pessoas, 51% das quais são mulheres afetadas por um grande incêndio que atingiu o setor de Canhabaque em fevereiro.

O Projeto de Apoio a Segurança Alimentar coordenado pelo PMA tem duração de um ano. O financiamento é feito pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) com US$ 6,6 milhões de dólares.

A distribuição envolve ONGs parceiras lideradas por um Comitê de Seguimento do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

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