“O Instituto Diplomático terá um papel relevante na formação e no aperfeiçoamento das competências dos diplomatas”, afirmou o chefe da diplomacia cabo-verdiana, na Praia, no seu discurso de posse de dirigentes dos serviços centrais.
Um desses dirigentes foi o diretor-geral do recém-criado IDCV, António João Nascimento, um “diplomata experiente” que assegurou o processo de transição da Direção de Estudos e Política Externa para o IDCV.
Para o ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, o IDCV vai permitir que os diplomatas estejam à altura, em termos de competências técnicas, para trabalhar as grandes problemáticas e desafios que se impõem à política externa do país.
Além da sua componente formativa, Rui Figueiredo Soares sublinhou que o instituto terá um “papel fundamental” na reflexão e análise de temas que são fundamentais para a política externa cabo-verdiana.
“Aposta na componente bibliotecária, mediateca e documentação, com objetivo, sobretudo, de preservar a memória da diplomacia cabo-verdiana, o desenvolvimento e mobilização das parcerias, e por fim, análise das problemáticas internacionais a que nenhum Estado pode ficar imune”, apontou.
Tomaram posse também Hércules do Nascimento Cruz, no cargo de diretor-geral dos Assuntos Jurídicos e Tratados, José Correia como diretor-geral da Cooperação Económica e Desenvolvimento, e Carlos Semedo será o diretor nacional de Política Externa e Integração Regional.
O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que o contexto internacional dinâmico legou o Governo a reajustar a lei orgânica do ministério, com o objetivo de conseguir “melhorias imprescindíveis” na sua política externa.
A Direção Nacional de Política Externa foi reforçada na sua atuação nos domínios da integração regional, enquanto a Direção de Política Externa cedeu o lugar ao Instituto Diplomático.
Em nome dos empossados, o ministro Carlos Semedo também sublinhou que o mundo enfrenta “desafios sem precedentes”, pelo que considerou que Cabo Verde deve posicionar-se “de forma ativa” no cenário internacional.
“Na verdade, os interesses e necessidades de natureza económica, política e securitária cruzam-se e interligam-se cada vez mais aos níveis nacional, regional e internacional. Para tanto, é imperativo que o país disponha de uma política externa proativa e planificada, interventiva e de posicionamento”, apontou.
Lusa
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