Mulheres representam 78% das vítimas de violência no RS

Dados sobre violência registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) no Rio Grande do Sul, entre 2018 e 2022, apontam que em 78% dos casos as vítimas são mulheres. A partir desse cenário, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) chama a atenção da sociedade durante o “Agosto Lilás”, mês dedicado ao enfrentamento à violência contra a mulher, em alusão ao aniversário de 17 anos da Lei Maria da Penha no Brasil.
Os registros também mostram que em relação à composição racial, as mulheres indígenas e negras estão entre as taxas de notificações mais elevadas em todos os anos analisados. A própria casa e a via pública, ainda são os lugares majoritariamente predominantes da ocorrência das violências contra a mulher.
Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), a violência contra a mulher é um problema persistente de saúde pública global. O relatório revela que uma em cada três mulheres é ou será vítima de violência física ou sexual ao longo da vida.
No Brasil, a notificação dos casos de violência por parte dos estabelecimentos de saúde é compulsória, ou seja, obrigatória. A medida é uma importante ferramenta de enfrentamento e identificação de violências, principalmente, contra a mulher.

Rede de Atendimento

Os serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) têm grande relevância na identificação de violências, uma vez que estas podem surgir de forma silenciosa na rede de saúde. As equipes de agentes comunitários e outros profissionais possuem maior capilaridade e vínculo com a população, por atuarem junto aos territórios, o que permite a identificação de situações de violência, muitas vezes, antes de um evento agudo ou do agravamento da situação.
Para a coordenadora da Divisão de Ciclos de Vida do Departamento de Atenção Primária e Políticas Sociais da SES, Gisleine Silva, o enfrentamento a este cenário de violência inicia com a prevenção.
— Identificar situações de violência é parte fundamental para que possamos pensar em estratégias efetivas de enfrentamento — frisa.
Ela ressalta que além dos cuidados na APS, quando necessário, os encaminhamentos devem ser feitos para os demais serviços e unidades, como hospitais de referência para atendimento às situações de violência, Núcleos de Prevenção das Violências e Promoção da Saúde, Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializados em de Assistência Social (Creas), entre outros.
O Rio Grande do Sul conta com 22 serviços cadastrados como referência para atenção integral a pessoas em situação de violência.

Referências hospitalares para interrupção da gravidez nos casos previstos em lei no RS

• Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (Porto Alegre) Endereço: Av. Independência, 661. Telefone: (51) 3289.3000
• Hospital de Clínicas (Porto Alegre) Endereço: R. Ramiro Barcellos, 2350. Telefone: (51) 3359.8000
• Hospital Conceição (Porto Alegre) Endereço: R. Francisco Trein, 596. Telefone: (51) 3357.2000
• Hospital Fêmina (Porto Alegre) Endereço: Av. Mostardeiro, 17. Telefone: (51) 3314.5200
• Hospital Universitário de Canoas Endereço: Av. Farroupilha, 8001. Telefone: (51) 3478.8000 
• Hospital Geral de Caxias do Sul Endereço: R. Prof Antonio Vignoli, 255. Telefone: (54) 3218.7200
• Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. (Rio Grande) Endereço: R. Visc. de Paranaguá, 102. Telefone: (53) 3233-8800 

COMO PEDIR AJUDA EM CASO DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Central de Atendimento à Mulher 24 Horas – Disque 180

A Central funciona diariamente, 24h por dia, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil e de mais 16 países (Argentina, Bélgica, Espanha, EUA (São Francisco), França, Guiana Francesa, Holanda, Inglaterra, Itália, Luxemburgo, Noruega, Paraguai, Portugal, Suíça, Uruguai e Venezuela). Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima.

Brigada Militar – Disque 190

Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deverá telefonar imediatamente para o 190 a fim de que a Brigada Militar se desloque até o local do fato para prestar socorro. 

Polícia Civil

Se a violência já aconteceu, a vítima deverá ir, preferencialmente à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o Boletim de Ocorrência e solicitar as medidas protetivas. Veja as delegacias especializadas de atendimento à mulher.

Delegacia Online

A   delegaciaonline.rs.gov.br é uma plataforma digital criada pela Polícia Civil do RS onde as vítimas podem relatar as agressões sofridas sem ter que ir até a delegacia e que também facilita a solicitação de medidas protetivas de urgência.

Defensoria Pública – Disque 0800-644-5556

Para orientação quanto aos seus direitos e deveres, a vítima poderá procurar a Defensoria Pública, na sua cidade ou, se for o caso, consultar advogado(a). 

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