Tecnologias sustentáveis e a atuação da Embrapa na Amazônia paraense esteve na agenda da comitiva do Itamary, composta por jovens diplomatas de países amazônicos e convidados, durante visita nesta quarta-feira (9), na Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA). Oriundos do I Curso sobre Diplomacia Amazônica, organizado pelo Instituto Rio Branco, os diplomatas puderam imergir um pouco mais nas potencialidades da riqueza da sociobiodiversidade da região e em soluções propostas pela ciência. Capitaneados pelo ministro Paulo Rocha Cypriano, coordenador-geral de ensino do Instituto Rio Branco, os futuros diplomatas tiveram uma breve introdução do atuação na Embrapa na Amazônia, durante palestra de boas-vindas feita pelo chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, Walkymário Lemos. Na sequência, o grupo seguiu à campo, para verem, in loco, como a ciência tem ajudado a transformar as riquezas da sociodioversidade da região em ativos tecnológicos não apenas para a produção de alimentos, mas na missão de convergir todo esse potencial biológico em riqueza econômica. “Nos dá enorme satisfação em poder receber os futuros diplomatas e contribuir em seu percurso de formação, para que possam conhecer mais e assim melhor defender a Amazônia. Acreditamos e trabalhamos para que o conhecimento científico, junto aos diálogos com os povos que vivem na região, seja o grande catalisador da transformação da sociobiodiversidade em riqueza econômica para os amazônidas e todo Brasil”, enfatizou Walkymário Lemos. O ministro Paulo Cypriano avaliou a visita à Embrapa na Amazônia como uma experiência única aos diplomatas, neste, que é o primeiro curso sobre diplomacia amazônica promovido pelo Instituto Rio Branco. “Muitos de nossos alunos do Brasil e do intercâmbio de outros países, nunca haviam pisado na Amazônia. A diplomacia atual precisa ser pautada nas questões mais prementes da atualidade e o debate sobre as mudanças climáticas e a Amazônia são estratégicos para todos os países da região e o mundo em geral”, comentou o ministro. Para Cypriano o momento não poderia ser mais oportuno, pois Belém recebe a Cúpula da Amazônia e junto a todo Brasil, se prepara para receber a COP 30, o mais importante palco mundial de discussões sobre o clima. “Poder vir a Embrapa na Amazônia nos ajuda a potencializar essa imersão, em especial, em uma instituição, que junto a uma rede de parceiros, produz ciência com foco em sustentabilidade”. E completou, “Investimos em uma diplomacia e na formação diplomática cada vez mais ancorada à realidade e em crescente diálogo com toda sociedade brasileira. É impossível se fazer diplomacia hoje sem dialogar, sem conhecer a Amazônia em todo seu potencial”. Visita de diplomatas reforçam novas perspectivas de cooperação O pesquisador Marcelo Morandi, chefe da Assessoria de Relações Internacionais (Arin) da Embrapa, explicou que a instituição tem forte tradição em atuação junto ao Itamaraty, principalmente com cooperação nas áreas técnicas e científicas. Morandi destacou que poder contribuir na formação de futuros diplomatas, não só brasileiros, mas de outros países, reforça uma nova e importante perspectiva de cooperação, a do campo diplomático, consolidando ainda mais o relacionamento com o Ministério das Relações Exteriores. “Faz parte da nossa atuação internacional e da nossa diplomacia científica, o contato com esses agentes extremamente importantes para os países, que são os diplomatas. Neste momento em que o mundo volta a atenção para a região, trazê-los para uma unidade da Embrapa na Amazônia e mostrar a ciência produzida aqui é extremamente significativo”, enfatizou. Oportunidade que chamou a atenção do diplomata da Guiné-Bissau, Egas Katar, um dos alunos da comitiva do Itamaraty. Katar comentou que a visita à Embrapa e as vitrines tecnológicas da empresa no Pará, trouxe mais que conhecimento prático e complementar ao curso, mas o vislumbre de novas possibilidades de cooperação entre Brasil e seu país natal. O diplomata explicou que o Brasil, especialmente, o Pará, compartilha de muitas similaridades com a Guiné-Bissau e que a ciência produzida aqui, principalmente, na produção de alimentos, pode ajudar no combate à fome, um problema grave em seu país e em todo continente africano. “Compartilhamos, além de um clima semelhante e propício a utilização das tecnologias, laços históricos, pois muitos escravizados do meu país foram trazidos ao Pará e por isso me sinto irmanado à região, pois temos ancestrais e anseios comuns”, disse o diplomata. O I Curso sobre Diplomacia Amazônica para Jovens Diplomatas dos Países-Membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), foi organizado pelo Instituto Rio Branco, em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), e com o apoio da Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG). Teve entre seus objetivos, promover o diálogo entre os países e a reflexão a respeito da diplomacia amazônica dinâmica e cooperativa.
Foto: Renata Baia
Diplomatas conhecem em Belém um pouco da atuação da Embrapa na Amazônia
Tecnologias sustentáveis e a atuação da Embrapa na Amazônia paraense esteve na agenda da comitiva do Itamary, composta por jovens diplomatas de países amazônicos e convidados, durante visita nesta quarta-feira (9), na Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA). Oriundos do I Curso sobre Diplomacia Amazônica, organizado pelo Instituto Rio Branco, os diplomatas puderam imergir um pouco mais nas potencialidades da riqueza da sociobiodiversidade da região e em soluções propostas pela ciência.
Capitaneados pelo ministro Paulo Rocha Cypriano, coordenador-geral de ensino do Instituto Rio Branco, os futuros diplomatas tiveram uma breve introdução do atuação na Embrapa na Amazônia, durante palestra de boas-vindas feita pelo chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, Walkymário Lemos. Na sequência, o grupo seguiu à campo, para verem, in loco, como a ciência tem ajudado a transformar as riquezas da sociodioversidade da região em ativos tecnológicos não apenas para a produção de alimentos, mas na missão de convergir todo esse potencial biológico em riqueza econômica. “Nos dá enorme satisfação em poder receber os futuros diplomatas e contribuir em seu percurso de formação, para que possam conhecer mais e assim melhor defender a Amazônia. Acreditamos e trabalhamos para que o conhecimento científico, junto aos diálogos com os povos que vivem na região, seja o grande catalisador da transformação da sociobiodiversidade em riqueza econômica para os amazônidas e todo Brasil”, enfatizou Walkymário Lemos.
O ministro Paulo Cypriano avaliou a visita à Embrapa na Amazônia como uma experiência única aos diplomatas, neste, que é o primeiro curso sobre diplomacia amazônica promovido pelo Instituto Rio Branco. “Muitos de nossos alunos do Brasil e do intercâmbio de outros países, nunca haviam pisado na Amazônia. A diplomacia atual precisa ser pautada nas questões mais prementes da atualidade e o debate sobre as mudanças climáticas e a Amazônia são estratégicos para todos os países da região e o mundo em geral”, comentou o ministro.
Para Cypriano o momento não poderia ser mais oportuno, pois Belém recebe a Cúpula da Amazônia e junto a todo Brasil, se prepara para receber a COP 30, o mais importante palco mundial de discussões sobre o clima. “Poder vir a Embrapa na Amazônia nos ajuda a potencializar essa imersão, em especial, em uma instituição, que junto a uma rede de parceiros, produz ciência com foco em sustentabilidade”. E completou, “Investimos em uma diplomacia e na formação diplomática cada vez mais ancorada à realidade e em crescente diálogo com toda sociedade brasileira. É impossível se fazer diplomacia hoje sem dialogar, sem conhecer a Amazônia em todo seu potencial”.
Visita de diplomatas reforçam novas perspectivas de cooperação
O pesquisador Marcelo Morandi, chefe da Assessoria de Relações Internacionais (Arin) da Embrapa, explicou que a instituição tem forte tradição em atuação junto ao Itamaraty, principalmente com cooperação nas áreas técnicas e científicas. Morandi destacou que poder contribuir na formação de futuros diplomatas, não só brasileiros, mas de outros países, reforça uma nova e importante perspectiva de cooperação, a do campo diplomático, consolidando ainda mais o relacionamento com o Ministério das Relações Exteriores. “Faz parte da nossa atuação internacional e da nossa diplomacia científica, o contato com esses agentes extremamente importantes para os países, que são os diplomatas. Neste momento em que o mundo volta a atenção para a região, trazê-los para uma unidade da Embrapa na Amazônia e mostrar a ciência produzida aqui é extremamente significativo”, enfatizou.
Oportunidade que chamou a atenção do diplomata da Guiné-Bissau, Egas Katar, um dos alunos da comitiva do Itamaraty. Katar comentou que a visita à Embrapa e as vitrines tecnológicas da empresa no Pará, trouxe mais que conhecimento prático e complementar ao curso, mas o vislumbre de novas possibilidades de cooperação entre Brasil e seu país natal. O diplomata explicou que o Brasil, especialmente, o Pará, compartilha de muitas similaridades com a Guiné-Bissau e que a ciência produzida aqui, principalmente, na produção de alimentos, pode ajudar no combate à fome, um problema grave em seu país e em todo continente africano. “Compartilhamos, além de um clima semelhante e propício a utilização das tecnologias, laços históricos, pois muitos escravizados do meu país foram trazidos ao Pará e por isso me sinto irmanado à região, pois temos ancestrais e anseios comuns”, disse o diplomata.
O I Curso sobre Diplomacia Amazônica para Jovens Diplomatas dos Países-Membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), foi organizado pelo Instituto Rio Branco, em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), e com o apoio da Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG). Teve entre seus objetivos, promover o diálogo entre os países e a reflexão a respeito da diplomacia amazônica dinâmica e cooperativa.
Kélem Cabral (MTb 1981/PA)
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