“Roubos, pilhagens, assassinatos, violações, extorsões, roubos de camiões com mercadorias“. O cenário no país caribenho é assim descrito pela Organização das Nações Unidas (ONU), numa altura em que os grupos organizados instalaram um “clima de terror” na capital do Haiti, Port-au-Prince, controlada a 80% pelos gangues armados.
Apesar dos alertas da ONU e do executivo haitiano, nenhum país tem mostrado iniciativa para constituir uma força multinacional, com receio de que a situação possa ainda a vir a deteriorar-se. No sábado passado, no entanto, o Quénia, país da África Oriental, anunciou estar disponível para mobilizar um contigente um de mil polícias para formar e ajudar a polícia do Haiti. A iniciativa foi saudada pelo governo do país caribenho, mas apenas constitui um primeiro passo. Alguns especialistas consideram que seriam necessários cerca de 7 mil soldados e um número semelhante de polícias para conseguir estabilizar o país.
Face à situação actual, e apesar da iniciativa do Quénia, é necessário ainda que outros países estejam prontos para se comprometerem e que haja luz verde por parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas para avançar com uma intervenção no país. No entanto, nem os Estados Unidos, Canadá, Brasil ou França se têm mostrado disponíveis até aqui ir combater estes gangues armados, sinónimo de vítimas, efeitos colaterais na população civil.
Face à onda de violência crescente, na semana passada, os Estados Unidos orderam a saída do país do Caribe de todos os funcionários não essenciais e familiares de funcionários da embaixada norte-americana. As autoridades americanas aconselharam ainda os cidadãos a não viajarem para o Haiti, alegando os problemas de segurança que se vivem neste país, alertando para os riscos de “sequestros, crimes, agitação civil e infraestruturas de saúde precárias”.
Desde o início deste ano, o Haiti vive uma escalada de violência a nível nacional, com áreas praticamente controladas por grupos armados, ataques e sequestros diários, que já mataram mais de 1.400 pessoas janeiro, segundo estimativas das Nações Unidas. A crise de violência generalizada no país foi agravada pelo colapso económico e por uma epidemia de cólera.
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