O filho de Fela Kuti e o legado vivo do afrobeat

Femi Kuti é o filho mais conhecido do nigeriano Fela Kuti, criador do afrobeat, gênero musical que impulsionou a música africana para o mercado global a partir dos anos 70. E é com certeza o membro do clã que mais vezes tocou no Brasil, desde a primeira vez no extinto festival Free Jazz, em 2000, até as apresentações mais recentes, em 2010 e 2013. Agora, volta como atração do Nublu Jazz, festival organizado pelo Sesc, com apresentações na unidade da Pompeia, em São Paulo, dia 12 de março, e também em São José dos Campos, no interior paulista, dois dias depois. Seu olhar, sempre politizado, entende o momento difícil, mas destaca que o que chama sua atenção no Brasil não passa apenas por crise. “Há muitas dificuldades e muitos problemas, mas vejo as pessoas tentando ser felizes e levar suas vidas, achando formas positivas de fazer as coisas acontecerem”, diz.

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Femi é inglês, mas tem nacionalidade nigeriana, como o pai, de quem segue os passos, mas sem fazer da história que ele construiu uma “prisão”. “Tenho meu próprio legado, é minha missão pessoal, que também era parte da missão dele”, explica, deixando claro a importância de não se colocar apenas como uma sequência de Fela, com quem tocou, ainda adolescente, no grupo Egypt 80. Mas guarda muitas similaridades.