Cabo Verde. Juros vencidos e não pagos atingem 344 mil euros

Segundo o relatório sobre a situação do Mercado de Valores Mobiliários e atuação da Auditoria Geral do Mercado de Valores Mobiliários (AGMVM), no ano passado não foi paga qualquer parcela de juros vencidos pelas duas sociedades não financeiras que se encontram em situação de incumprimento desde 2011 e 2017.

“O acúmulo dos juros vencidos e não pagos por aquelas entidades totalizou os 799,6 milhões de escudos [7,2 milhões de euros] em finais de 2022. O seu incumprimento de capital, por seu turno, ascendeu a 1.224,6 milhões de escudos (11,1 milhões de euros), cerca de 7% do valor total da dívida vencida”, lê-se no relatório.

“Não obstante o incumprimento se resumir a duas entidades, num universo de 25 emitentes de obrigações desde há 25 anos, a dimensão do mercado e da economia fazem com que estes eventos de crédito sejam significativos na avaliação da confiança no mercado de valores mobiliários nacional”, o prosseguiu o documento divulgado pelo Banco de Cabo Verde (BCV).

No ano passado, AGMVM verificou que as questões mais significativas para o mercado de capitais em Cabo Verde tem sido o risco de crédito, o risco de liquidez e a capacidade e/ou condições de se transacionar o ativo no qual se investiu.

“Com probabilidade elevada e impacto moderado na confiança dos investidores, a classificação do risco tem evoluído pouco nos últimos anos, reflexo de alguma ineficácia das iniciativas para a dinamização do mercado secundário”, continuou.

E referiu que o risco operacional do mercado, avaliado também como significativo, tem sido mitigado pela regulação e auto-regulação dos principais intervenientes no mercado.

A AGMVM é a autoridade de regulação e supervisão do mercado de capitais de Cabo Verde, que tem por instituto legal também a responsabilidade de promover o desenvolvimento do mercado de valores mobiliários.

A Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC) foi criada em 1998 e conta atualmente com quatro empresas cotadas, nomeadamente o Banco Comercial do Atlântico (BCA, detido pelo grupo Caixa Geral de Depósitos), a Caixa Económica, a Enacol e a Sociedade Cabo-verdiana de Tabacos (SCT).

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