Tiro no pé? Cerco do governo da China a gigantes de tecnologia do país já custou mais de US$ 1 trilhão, diz Refinitiv
O cerco do governo de Xi Jinping às gigantes da tecnologia fez com que as empresas do setor na China perdessem mais de US$ 1 trilhão (R$ 4,8 trilhões) em valor — o equivalente a toda economia da Holanda, segundo dados da Refinitiv.
O valor se refere ao período dos últimos três anos, quando Pequim começou a reprimir empresas privadas.
Durante todo esse período, o preço das ações do Alibaba Group, da Tencent, da gigante chinesa de entrega de alimentos Meituan, do provedor de mecanismos de busca Baidu e do site de comércio eletrônico JD.com caiu entre 40% e 71%.
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China: fechando o cerco
A repressão tecnológica na China começou em novembro de 2020, depois que os reguladores impediram a oferta pública inicial (IPO) de US$ 37 bilhões da afiliada do Alibaba Group — que seria a maior do mundo — dois dias antes da data da operação.
Logo depois, o fundador da Ant, Jack Ma, criticou Pequim por sufocar a inovação e operar com uma mentalidade de “casa de penhores”.
O discurso do bilionário, visto pelos reguladores financeiros como um “tapa na cara”, levou ao início de uma ampla repressão às empresas de tecnologia da China, que cresceram rapidamente em tamanho e influência.
Desde então, Alibaba, Tencent, Meituan, Baidu e JD.com perderam coletivamente US$ 1,1 trilhão em capitalização de mercado, segundo dados da Refinitiv.
Mas há esperanças
Os investidores agora esperam que as regras estritas que impediram o crescimento desde o final de 2020 comecem a diminuir, depois que o Banco Popular da China (PBOC) aplicou uma multa de quase US$ 1 bilhão ao Ant Group e indicou que uma mudança de direção pode estar em andamento.
“O mercado viu a multa como algo positivo nesse caso. Os investidores entenderam essa multa como um ‘tapinha na mão’ e que as coisas vão voltar”, disse Paulo Gitz, Estrategista global do research da XP.
Ao anunciar a penalidade na sexta-feira, o banco central disse que a maioria dos problemas foram corrigidos, e os reguladores mudariam o foco para o setor como um todo, em vez de empresas específicas.
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*Com informações da Reuters
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