Portugal: Realizadora do “Bidon – Nação Ilhéu” quer que o documentário chegue a diáspora cabo-verdiana
Lisboa, 01 Jul (Inforpress) – A realizadora do documentário “Bidon – Nação Ilhéu” quer que o mesmo chegue a toda a comunidade cabo-verdiana nos diferentes países, como forma de saberem como é que o bidon é recebido quando chega a Cabo Verde.
Em declarações à Inforpress hoje, em Lisboa, Celeste Fortes, que realizou o documentário em 2019, com Edson Delgado, disse que o “Bidon – Nação Ilhéu” já foi apresentado em todos os Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e outros países como República Checa e França.
“Muita gente já viu, mas sinto que a comunidade cabo-verdiana aqui fora ainda não viu o documentário como deve ser, principalmente nos países onde há uma grande comunidade cabo-verdiana”, disse Celeste Fortes à margem da apresentação do documentário do Centro Cultural de Cabo Verde (CCCV).
Neste sentido, a ealizadora explicou que está a contactar as embaixadas, o Ministério das Comunidades e associações cabo-verdianas em diferentes países para que “Bidon – Nação Ilhéu” possa chegar às comunidades, como forma de “perceberem como é que se recebe este elemento da família cabo-verdiana, que é o bidon”.
“Como fizemos a exibição em Portugal, fomos desafiados a fazer a explicação do lado de cá, ou seja, como é isso de preparar um bidon, os sacrifícios que estão por trás, porque quando chega o bidon a Cabo Verde não chega o sacrifício e a tarefa diária de ir juntando as coisas, porque muitas pessoas não sabem que isso é feito gão a grão”, disse.
“Bidon – Nação Ilhéu” foi o projecto seleccionado em Cabo Verde para receber apoio financeiro, no âmbito do concurso internacional do programa audiovisual “DOCTV CPLP III”.
Para além da exibição do documentário, hoje, durante todo o mês de Julho, o Centro Cultural de Cabo Verde (CCCV) e a embaixada cabo-verdiana, em Lisboa, promovem um conjunto de actividades para comemoração do Dia da Independência.
Além dos eventos que terão lugar no CCCV, haverá um concerto em Sacavém, uma parceria com a Câmara Municipal de Loures e a Embaixada de Cabo Verde em Portugal, para além das actividades em que a embaixada se associou, promovidas pelas organizações cabo-verdiana e não só.
Em Loures, o concerto é com a Orquestra Geração e Maria Alice no dia 07 de Julho, a partir das 21:00, e no dia 29 de Julho, Sara Alhinho faz uma apresentação no CCCV.
Na parte da literatura, a programação inclui apresentações das obras de Ália dos Santos “Chefe de cozinha do Quintal da Música em Cabo Verde”, no dia 14 de Julho, e de Vera Duarte “José mãos limpas e outros contos”, no dia 21 de Julho.
A comemoração ainda inclui uma roda de conversa sobre a literatura cabo-verdiana no Brasil com a autora cabo-verdiana Vera Duarte, e a brasileira Íris Amâncio, com o título “Escrita literária, edição, estudo e circulação das literaturas africanas de língua portuguesa no Brasil”, no dia 06 de Julho.
Também hoje, no CCCV, a anteceder a exibição do documentário “Bidon – Nação Ilhéu”, teve a inauguração da exposição solidária de apoio a mulheres cabo-verdianas em tratamento do cancro da mama, denominada “Arteterapia”.
DR/JMV
Inforpress/Fim
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