BeAlive. Missão médica soma centenas de cirurgias que salvaram vidas nos PALOP


Todos os anos, os médicos e enfermeiros da BeAlive dão uma parte das suas férias para estarem duas semanas a operar em São Tome e príncipe e na Guiné-Bissau, os dois países dos PALOP em que têm alternado a sua missão humanitária.


Como relata o médico cirurgião Daniel Pais, a missão conta desde 2017 com mais de 250 operações e milhares de consultas, números que significam muitas vidas salvas.

“Levamos saúde, sorrisos e esperança aos mais carenciados povos da Comunidade de Língua Portuguesa” – este é um dos lemas da missão. A frase aparece logo no início da página que a BeAlive tem aberta da Internet.
Veja aqui a versão integral da entrevista com os profissionais da BeAlive.





O sorriso parece ser uma arma contra as dificuldades nos países onde parece que falta tudo. Os membros da missão lembram que se trata de uma geografia onde as coordenadas não são as mesmas dos países da Europa ou, de uma maneira geral, do Ocidente.


“O dia-a-dia é muito desafiante. É completamente diferente do que encontramos em Portugal. Nós aqui temos as nossas rotinas e tudo corre mais ou menos dentro dos trilhos definidos. Lá não há trilhos”, lembra Daniel Pais.

A sensação das equipas no terreno é sempre de extrema urgência. Aproveitar aquelas duas semanas para realizar o máximo possível de cirurgias. Um trabalho intensivo que começa com o nascer do Sol e se encerra com o anoitecer.


Os doentes com necessidades de ajuda são muitos e, se não entram nas contas da missão em determinado ano, terão de ver a resolução do seu problema a esperar pelo ano seguinte ou por uma missão de outra organização.

Os médicos da BeAlive não operam doenças oncológicas. Isso tem uma explicação, como nos explicaram: são doenças que exigem um acompanhamento que não está nos parâmetros das missões de 15 dias.



Por outro lado, as doenças – ditas benignas – que entram nas salas de operação da missão BeAlive, vistas como naturalmente curáveis em Portugal, ali, nas condições médico-sanitárias em que estão aquelas populações, revelam-se como doenças potencialmente mortais.


As doenças serão as mesmas, mas os doentes são diferentes.

Uma das grandes dificuldades com que se debate a BeAlive é estranhamente – ou não – uma questão diferente do foro médico: a visibilidade.

Estando já habituados a tratar da logística das operações, constituída praticamente por profissionais de saúde, resta pouca perícia ou tempo à equipa para cuidar do marketing e da publicidade que a missão merece.

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