A garantia foi dada pela governante, na Praia, na cerimónia de entrega dos prémios da primeira edição, para assinalar os 15 anos da Parceira Especial entre Cabo Verde e a União Europeia, celebrada em 19 de novembro de 2007.
“Este concurso é uma iniciativa do Ministério dos Negócios Estrangeiro, Cooperação e Integração Regional, o Ministério da Educação não só apoia a iniciativa como também assumiu esse desafio de dar o contributo especial no sentido de edificar este prémio, mas também ajudar na sua perenização. Pelo menos no próximo ano vamos dar seguimento”, garantiu.
Os vendedores da primeira edição foram um investigador cabo-verdiano na diáspora (Suzano Costa) e uma aluna (Catarina Varela) finalista do curso de Relações Internacionais na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), com a secretária de Estado a afirmar que os dois premiados “simbolizam a dinâmica do ensino superior no país”.
O concurso pretendeu premiar artigos nas categorias de pós-graduação e graduação, em valores desde os 75 mil escudos (680 euros) a 150 mil escudos (1.360 euros), num total de 500 mil escudos (4.500 euros) em prémios, financiado pela UE.
Além do prémio monetário, o investigador terá direito a uma viagem à sede da União Europeia e os dois trabalhos serão publicados em livro, anunciou Eurídice Monteiro, indicando que o concurso para a edição de 2024 vai arrancar brevemente.
“Fico também muito satisfeita com o anúncio da senhora secretária de Estado do Ensino Superior de que este prémio terá continuação”, manifestou a embaixadora da União Europeia em Cabo Verde, Carla Grijó.
Salientando a importância de ter jovens a debruçarem-se sobre a UE e seu funcionamento, a diplomata encorajou ainda os vencedores da primeira edição a continuarem os estudos e a motivarem outros colegas a participarem nas próximas edições.
“A nossa Parceria Especial é bastante densa, cobre muitas áreas que vão desde a cooperação para o desenvolvimento até à área da segurança e é importante dá-lo a conhecer também à sociedade cabo-verdiana”, salientou a responsável, desejando aprofundar a perceção que os cabo-verdianos têm da União Europeia.
“E nesse sentido, a colaboração com o meio académico e com cientistas como o professor Suzano Costa é essencial para que possamos ter também cidadãos mais informados sobre as potencialidades da nossa parceria”, entendeu.
Por sua vez, a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Miryam Vieira, disse que o concurso extraordinário permite obter linhas de pensamento para um aprimoramento de ações e de uma visão que se quer cada vez mais pragmática das relações entre Cabo Verde e a UE.
“Relações essas consideradas boas e assentes em valores partilhados, tendo impactos positivos no processo de desenvolvimento de Cabo Verde, bem como no reforço da concertação estratégica que temos com a União Europeia, em prol de um multilateralismo cada vez mais pragmático em diversos domínios da agenda internacional”, salientou a governante.
A secretária de Estado destacou, por isso, o “papel cimeiro” da academia na produção de conhecimento e na promoção da ciência, pesquisa e inovação e sublinhou a necessidade de trazer um olhar científico para a parceria, a única do género no continente africano.
A parceria abrange áreas como a boa governação, segurança e estabilidade, integração regional, convergência técnica e normativa, sociedade da informação e do conhecimento, luta contra a pobreza e desenvolvimento, e Cabo Verde já manifestou a intenção de introduzir outros pilares.
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