Martinica, Guadalupe ou Haiti; Guatemala e Panamá ou, na edição de 2023, até o Catar. A Gold Cup, a prova de seleções da América do Norte, Central e Caribe, é um melting pot cultural e uma concentração de nações que, à exceção de momentos (muito) pontuais, raramente conseguem lugar nos grandes palcos do futebol mundial.
Mas, este ano, há um novo país a marcar presença, qual estreia absoluta. Se as seleções mencionadas acima já «gritam» “tropicalidade” futebolística, então São Cristóvão e Neves apresenta-se como o sonho supremo de um verdadeiro underdog a viver um conto de fadas. Nunca ouviu falar? Então preste atenção.
O rei Carlos III é o chefe de estado do país do Caribe @Getty /
Com uma área total de 261 quilómetros quadrados – o Alentejo, por exemplo, tem mais de 31… mil quilómetros quadrados – e cerca de 50 mil habitantes, as duas ilhas que compõem o pequeníssimo estado no das Caraíbas conseguiu, pela primeira vez, a qualificação para a prova continental depois de eliminar a Guiana Francesa no play-off final, no desempate por grandes penalidades (1-1;4-2).
Com uma forte ligação ao Reino Unido – o príncipe Carlos III é o chefe de estado -, São Cristóvão e Neves é considerada a «colónia-mãe» das Índias Ocidentais, uma vez que foi a primeira ilha a ser colonizada, quer pelos britânicos, quer pelos franceses. Mas, por estes dias, é o futebol que movimenta paixões e a estreia na Gold Cup é aguardada com enorme entusiasmo.
Momento histórico em terras de… Messi
Domingo, 20h30 (hora de Portugal Continental), a data e hora para o acontecimento histórico. A seleção orientada por Austin Huggins defronta Trindad e Tobago no primeiro jogo do Grupo A, em Miami. A cidade norte-americana, conhecida sobretudo por ser um destino de férias muito apreciado, tem ganho dimensão mundial também no futebol. Primeiro, quando David Beckham decidiu fundar o Inter Miami; e agora, porque será casa de Lionel Messi.
Estreia acontece no DRV Pink Stadium, casa do Inter Miami @Getty /
O próprio adversário na estreia, a seleção de Trindad e Tobago, chegou a esta fase final por vias “alternativas”, uma vez que beneficiou da exclusão do Nicarágua depois de esta seleção ter utilizado irregularmente um jogador durante oito partidas. É mais uma nota de rodapé nesta história, no mínimo, rocambolesca.
No entanto, a partida mais aguardada pelos são-cristovenses é a do próximo dia 29 de junho, altura em que o underdog mede forças com uma das maiores potências da América do Norte e Central: os Estados Unidos. Um verdadeiro clash entre o David e Golias agendado para o City Park Stadium, no Missouri.
Um bando de felizes desconhecidos
Por fim, falta espreitar os nomes fortes da seleção de São Cristóvão e Neves. «Fortes» talvez seja uma hipérbole, atendendo a que quase metade dos selecionados (nove) atuam no campeonato amador do país, onde o Newtown United, com 17 títulos, é o clube de maior sucesso.
Ainda assim, o nome de Romaine Sawyers, de 31 anos, acaba por se destacar, sobretudo pela carreira que construiu. Na última temporada, o médio representou os galeses do Cardiff City, do Championship, depois de passagens pelo Brentford, West Bromwich e Stoke City.
Outros dos nomes a ter em conta é o de Rico Browne, jogador dos sub-23 do Birmingham City, clube onde cumpriu toda a formação e, aos 19 anos, ambiciona um lugar no futebol profissional do Reino Unido.
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