Após visita de 10 dias a Cabo Verde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou o “trabalho extraordinário” do país no processo de obtenção do certificado de eliminação da malária.
A equipa da OMS manteve encontros com várias autoridades, estruturas e laboratórios ligadas à área da saúde nas ilhas de Santiago, Sal e São Vicente, referindo o trabalho e esforço desenvolvido para eliminar o paludismo e também para a criação de sistemas que permitem, em caso de importação de novos casos, evitar que se estabeleça a transmissão da doença.
A ministra da Saúde de Cabo Verde, Filomena Gonçalves, afirmou que o país prossegue o esforço de amadurecimento de algumas práticas, apelando o país a “falar a uma só voz” no processo de certificação. A ministra solicitou ainda “a todo e qualquer cabo-verdiano, a toda e qualquer instituição pública e privada para colocar na nossa agenda a causa de Cabo Verde país livre de paludismo”.
A responsável pela pasta da Saúde salientou que o processo terá um “enorme impacto” na economia cabo-verdiana, especialmente para o turismo, que garante 25% do Produto Interno Bruto.
Cabo Verde tem implementado um Programa Nacional de Luta Contra o paludismo e um plano estratégico para controlo, vigilância epidemiológica e assistência aos pacientes, e não regista nenhum caso de transmissão local da doença há cinco anos.
A certificação poderá ficar concluída ainda este ano, altura em que receberá uma nova visita dos técnicos da OMS, tornando Cabo Verde no primeiro país africano a conseguir uma certificação de país livre de paludismo.
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