Empresa reage em Bruxelas após alerta do Conselho Superior de Segurança do Ciberespaço. Clientes portugueses vão poder continuar a contar com o apoio da empresa.
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• Foto: FACUNDO ARRIZABALAGA/ epa
Huawei já teve de dispensar funcionários em países que tomaram resoluções idênticas
A Huawei diz que não vai sair de Portugal enquanto tiver clientes com aparelhos da marca e que precisem de suporte técnico ou serviços.
A garantia foi dada pelo responsável do departamento de cibersegurança e privacidade da empresa, Jeremy Thompson, ao jornal ‘Público’, depois de uma reunião em Bruxelas com os jornalistas.
A reação da tecnológica chinesa, recorde-se, surge depois de uma avaliação do Conselho Superior de Segurança do Ciberespaço (CSSC), que alertou recentemente para o “alto risco para a segurança nacional” do uso de redes e de serviços 5G em equipamentos de fornecedores oriundos de países onde o ordenamento jurídico “permita que o Governo exerça controlo, interferência ou pressão sobre as suas atividades em países terceiros”.
No seguimento da avaliação, os operadores de telecomunicações terão de excluir todos os equipamentos Huawei da rede 5G, num prazo que pode ir de três a cinco anos.
Decisão idêntica foi tomada na Suécia e no Reino Unido. A medida de excluir fornecedores de “alto risco” foi inclusivamente aconselhada aos 27 Estados-membros pela Comissão Europeia.
Contudo, o responsável da Huawei, admitiu ainda que a decisão portuguesa pode influenciar também a rede 4G e afirma que as resoluções da Europa estão a ser “baseadas em fundamentos geopolíticos”, muito mais do que em razões de segurança.A Huawei emprega 13 mil pessoas na União Europeia e cerca de 130 em Portugal. No Reino Unido, a empresa já dispensou vários funcionários, mas manteve toda a área de suporte técnico. Em Portugal, apesar da decisão, a Huawei deverá continuar a cumprir as suas obrigações contratuais.
A Huawei diz que não vai sair de Portugal enquanto tiver clientes com aparelhos da marca e que precisem de suporte técnico ou serviços.
A garantia foi dada pelo responsável do departamento de cibersegurança e privacidade da empresa, Jeremy Thompson, ao jornal ‘Público’, depois de uma reunião em Bruxelas com os jornalistas.
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