CEDEAO em Cabo Verde elege partilha de conhecimento como uma das formas de melhorar a livre circulação na região
Samuel Lamptey fez estas afirmações a propósito da realização, esta sexta-feira, do debate sobre a livre circulação de pessoas no espaço da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que se enquadra nas atividades comemorativas do 48º aniversário da CEDEAO, assinalado a 28 de Maio.
O principal objetivo deste debate foi abordar a questão da livre circulação, nomeadamente as condições para a autorização de entrada e permanência de cidadãos dos Estados-Membros da CEDEAO em Cabo Verde, no âmbito do acordo de livre circulação nesse espaço.
No entanto, segundo este responsável, é preciso ainda investir muito na visibilidade da CEDEAO em Cabo Verde, uma vez que, a seu ver, não se tem investido tanto nesta visibilidade, assim como nos diferentes problemas que pode desenvolver com Cabo Verde.
Por isso, defendeu que uma das formas que entende ser possível para melhorar essa livre circulação é através da educação, da partilha de conhecimento, realçando que é neste quadro que estão a organizar o evento hoje, para permitir que a parte cabo-verdiana diga o quê que sente e o quê que a CEDEAO tem para dizer.
“Há a necessidade da CEDEAO implementar uma visão que vá para além da CEDEAO dos Estados para a CEDEAO dos povos, das pessoas, onde as pessoas são o foco, no sentido de ajudá-las a resolverem os seus problemas do dia-a-dia”, sugeriu.
Para Samuel Lamptey, permitir esta livre circulação exige documentos já estipulados, para quem neste quesito há responsabilidades acrescidas, tendo em conta que na prática, assinalou, a livre circulação não tem acontecido como foi planeado.
“A livre circulação de pessoas não é só de pessoas, mas também de capital, e há uma potencialidade de investimentos que podem ser feitos”, alertou, pedindo reforço de investimentos no âmbito desta livre circulação de pessoas e investidores na região.
Questionado sobre a dívida de Cabo Verde na CEDEAO, Samuel Lamptey observou que a situação do arquipélago “não é má”, mas asseverou que os Estados-Membros devem contribuir para a Comissão.
Para o representante da Comissão da CEDEAO em Cabo Verde “o que importa é a capacidade de negociar”, pelo que diz acreditar que é isto que está a ser feito para redimir e regularizar a situação.
Inforpress
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