de Super Mama Djombo a álbum a solo “Fidju di Lion”

Ele sonhava ser futebolista com o Benfica, em Lisboa, foi pescador e o acaso levou-o a juntar-se ao Super Mama Djombo.

Esta foi uma das bandas míticas guineenses que, em crioulo e em outras línguas vernaculares, acompanhou a emancipação do país desde os anos 60, e, mesmo, o regime de Luís Cabral, derrubado por um golpe de Estado de “Nino” Vieira em 1980.

Chegado a França no início da década de 90 viveu clandestinamente nos subúrbios de Paris, em Montreuil.

Ao longo de 30 anos foi acumulando letras e músicas que agora são aclamadas pela crítica especializada a propósito do lançamento no final de Abril de 2023 do seu álbum de estreia a solo “Fidju di Lion.

A conceituada revista Télérama alega que ele “ressuscita o espírito de juventude dos Super Mama Djombo” elogiando a “voz e a fé revolucionária” de Malan Mané que se manteriam intactas.

Em “Recado“, Mané, actualmente com 66 anos, insurge-se contra os efeitos da Guerra civil de 1998/99, lembrando que “até hoje a Guiné não alcançou o sossego“.

Um disco em que se celebra também Nelson Mandela, arauto da tolerância das “diferenças de cor“, um álbum que conta também com a presença da cantora maliana Mamani Keita e, sobretudo, a cumplicidade de amigos da sua banda do coração que são, nomeadamente, os guitarristas Sadjo e Tundu, dos Super Mama Djombo.

Em “Ami i guineense” ele lembra o mosaico étnico do seu país onde beafadas, fulas, mandingas, manjacos, entre outros, sempre coexistiram de forma harmoniosa.

Um álbum com lugar para o afrobeat de “Lana Ribada” ou ainda para ritmos bem dispostos em “Ma na balança“.

O artista confiou à RFI o seu amor pelo país natal, apesar do desassossego ao longo do tempo, e pelos amigos que notabilizaram o seu país através da música.

Acompanhe aqui ao vivo na RFI “Recado” por Malan Mané, faixa do seu primeiro álbum a solo “Fidju di Lion“.

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