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Antonio Fascio, CEO e fundador da OrçaFascio
Fascio perdeu seu pai, engenheiro de formação, com apenas 16 anos. Sua família, que dependia inteiramente do salário dele, sofreu um forte baque financeiro. Na época, o jovem decidiu que precisava sair daquele ambiente e começar a estudar.
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A ideia de criar um software para desenvolver orçamentos de obras nasceu de um desejo de homenagear o pai, unindo a paixão dele por engenharia com o fascínio do empresário por tecnologia. Porém, Fascio precisava de um programador para tirar a ideia do papel. A saída foi encontrar um amigo da faculdade que fizesse o serviço em troca de 50% da futura empresa. Assim, o produto foi desenvolvido em 2011, mas não passava de uma ferramenta, sem estrutura de empresa. “Eu não fazia a menor ideia do que era uma startup e muito menos sabia como desenvolver um plano de negócios”, diz Fascio.
“Na época, todas as ferramentas que tínhamos para aprender eram físicas, já que não existia acesso de qualidade à internet. Então, eu só sabia que nós estávamos fazendo uma empresa, mas não tinha noção do que isso significava”, afirma Fascio.
Para subir a primeira versão do software foi necessário viajar para Belém, no Pará, procurar por uma lan house que contasse com internet um pouco mais rápida. Mesmo assim, o processo levou uma semana para dar certo.
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“O meu pitch foi horrível. Levei mais de 50 cópias de um plano de negócio que nunca funciona em startups, no meio eu não tinha falado nada sobre o meu negócio, mas eu arrebentei no momento dos feedbacks, o que me deu uma chance”, diz Fascio. Sua empresa foi escolhida a startup destaque do evento.
Ainda em 2014, o empresário conseguiu uma oportunidade com a aceleradora Aceleratech, hoje conhecida como ACE, que o trouxe a visão de negócio para conseguir desenvolver uma empresa de sucesso. Desta forma, em 2015, nasceu efetivamente a empresa. Mas antes, ele precisou mudar o modelo de negócio, que foi a decisão correta para o futuro da OrçaFascio.
A partir de fevereiro de 2016, a empresa começou a colher frutos. No primeiro mês o faturamento atingiu R$ 15 mil, o segundo dobrou para R$ 30 mil. Foi nesse momento que ele percebeu que o negócio poderia dar certo e buscou por mais aceleração, desta vez na Startup Farm.
No segundo semestre de 2016, a empresa contratou o primeiro funcionário e começou a colocar em prática todos os conceitos aprendidos na Startup Farm. Dali pra frente a empresa só cresceu, até que chegou a pandemia.
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Na época, o empresário trouxe a sua família e a do seu sócio para São Paulo, tentando fugir da situação da Covid-19 no Amapá. No período, houve o apagão na região, que impossibilitou o restante da empresa de trabalhar por lá.
Aos poucos, mesmo com pouca comunicação, o empresário começou a comprar passagens e trazer todos para Santo André, município de São Paulo. No período da pandemia, com a aceleração do digital, a empresa registrou um salto de procura e desempenho inesperado.
Sem deixar de lado as raízes amapaenses, a companhia espera aumentar o seu faturamento entre 100% a 300% em 2023, com o lançamento de novos produtos como programas de projetos complementares até controle de canteiro, dando o suporte completo para as obras. A projeção de faturamento para 2023 é de R$ 15 milhões.
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