27 de maio │15h30 e 21h30 (próxima sessão 21/10)
Local: Biblioteca Municipal de Lagos
Org.: CM Lagos
Class. etária: M16
Participação gratuita, mas sujeita à lotação do espaço
Evento integrado nas comemorações do Dia Mundial de África.
15h30 – SOMOS TODOS POESIA. Olinda Beja (escritora e poeta) e Heduardo Kiesse (poeta visual) conversam com a jornalista Fernanda Almeida (RDP África)
A poesia tem memória? De que memórias se alimentam os poetas? Reflexões para mais um encontro de “Diálogos do Sul” a acontecer no mês em que se festeja o Dia de África, acompanhados pelos poetas Olinda Beja (São Tomé / Portugal) e Eduardo Kiesse (Angola/Portugal), que cruzam os seus lugares de infância e de morada na construção da sua escrita.
21h30 – “BÔ TENDÊ?” RECITAL POÉTICO DE OLINDA BEJA E MÚSICA DE LUÍS D’ALMEIDA. Duração
Neste recital há a poesia de Olinda Beja entrecruzada de dois mundos: África e Europa. Por isso a pergunta “Bô Tendê?” (Você entendeu?). Poemas e histórias que o músico Luís d’Almeida vai acompanhando passando pelos ritmos musicais dos dois continentes.
BIOGRAFIAS:
Olinda Beja é escritora, poeta, narradora, contadora de histórias. Nasceu em Guadalupe, São Tomé e Príncipe. Ainda criança foi enviada para Portugal onde reside atualmente. Mas um dia resolveu voltar ao seu país de origem e a partir daí assumiu a sua procura do tempo perdido. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (Português/Francês) pela Universidade do Porto, e em Literaturas Africanas pela Universidade Aberta, possui ainda Formação Superior em várias áreas de carácter cultural. Docente do Ensino Secundário desde 1976 a 2004 em Portugal, lecionou Língua e Cultura Portuguesas e Lusófonas na Suíça em vários colégios e na Universidade de Friburgo de 2005 a 2015. Percorre o mundo a fazer conferências, a contar histórias e a dizer poesia deixando assim bem gravado nas mentes de quem a ouve o nome de S. Tomé e Príncipe. Através das suas obras muitas centenas de pessoas visitam as ilhas. Tem uma vasta obra publicada (22 obras mais duas no prelo) entre poesia, romances, contos, e infantojuvenil toda ela dedicada à difusão da cultura e da vida do país onde nasceu mas interligando-a sempre com o país onde viveu e vive. As suas obras têm sido objeto de estudo e de trabalhos de docentes e discentes em várias universidades nomeadamente no Brasil, Inglaterra, Alemanha, Hungria, França, África do Sul, Rússia, Argentina, Angola, Marrocos, Estados Unidos, Suíça, Cabo Verde e Luxemburgo. Tem contos e poemas traduzidos para várias línguas (espanhol, francês, inglês, alemão, italiano, mandarim, japonês, russo, árabe e esperanto). Detentora de vários prémios literários, de distinções e de homenagens, os seus livros “À Sombra do Oká” (poemas) e “Um Grão de Café” (infantojuvenil) fazem parte (em Portugal) do Plano Nacional de Leitura – Ler+. Integra a lista das 100 Personalidades Mais Influentes da Lusofonia em 2022 da revista Bantumen, plataforma digital focada na cultura negra da Lusofonia.
Heduardo Kiesse nasceu a 5 de Março de 1978, em Angola. Frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, é licenciado em Filosofia e Mestre em Cultura e Comunicação pela mesma Universidade. Para Heduardo Kiesse, a escrita e a fotografia servem, sobretudo, não para imobilizar instantes em pedaços de papel, mas para acompanhar a trajetória da poesia na sua fuga do papel para outros suportes tais como pedras, bocados de madeira, tijolos, parafusos, esferovite, fósforos, botões, folhas, areia, etc. Enquanto vice-presidente de uma associação de solidariedade social (Associação de Apoio ao Estudante Africano e Comunidades) colaborou na organização de projetos apoiados pelo Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI) com o objetivo de promover a inclusão social de jovens residentes em bairros sociais através da poesia e da arte em geral. Além da participação em vários eventos literários realizou diversas exposições de poesia visual.
Fernanda Almeida, portuguesa, nasceu em Moçambique, em 1968. Licenciada em Ciências da Comunicação, pela Universidade Autónoma de Lisboa, é Jornalista da RDP África há vinte e seis anos, sempre na área cultural, e responsável e orientadora, na RDP África, dos estágios Curriculares do 1.º Ciclo da Licenciatura em Estudos Africanos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Atualmente produz, realiza e apresenta na RDP África os programas “Manual de Instruções” (programa semanal de entrevistas na área do voluntariado);“Escrever na água” (programa semanal sobre literatura Lusófona) e “Avenida Marginal” (conversas sobre questões fraturantes da nossa sociedade). Na Antena 1 moderou, de 2018 a 2021, o programa “A Páginas Tantas”, com as escritoras Inês Pedrosa, Patrícia Reis e Rita Ferro e, em 2022, o programa literário “Biblioteca Pública”, com os escritores Afonso Reis Cabral, Dulce Maria Cardoso e Richard Zimler. Extra Rádio, coordenou, de 2012 a 2015, o jornal cultural angolano “O Chá”, trabalhou na revista “Visão” (1993-96), colaborou em várias publicações e editoras, apresentou diversos eventos musicais e colaborou na peça de teatro “Os vivos, o morto e o peixe frito” do escritor angolano Ondjaki. Em 2022 foi distinguida com uma Menção Honrosa no Prémio de Jornalismo “Os Direitos da Criança em Notícia” pelas suas reportagens na RDP África “Uma escola, um novo futuro” e “Somos o que fazemos”.
Luís d’Almeida nasceu em 1966, em Penalva do Castelo, numa família de músicos. Estudou música no Seminário dos Salesianos, durante vários anos. Hoje faz parte da “Tuna de S. Martinho de Pindo”, grupo musical que se dedica à música tradicional portuguesa. Com a sua Tuna, além de deslocações ao estrangeiro tem percorrido o país de norte a sul tocando viola e cavaquinho. Acompanha musicalmente a escritora Olinda Beja em recitais, em Portugal e no estrangeiro.
Estacionamento gratuito – O Centro Cultural de Lagos e a Biblioteca Municipal de Lagos oferecem estacionamento gratuito no parque da Frente Ribeirinha (Avenida dos Descobrimentos) para o público dos seus espetáculos/eventos. Para o referido desconto basta que o utente apresente, na receção do parque, carimbo obtido na bilheteira do Centro Cultural de Lagos ou entrada da Biblioteca Municipal de Lagos. A oferta diz apenas respeito a uma hora antes e até uma hora depois de cada espetáculo/evento.
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