Apelos por mudanças testam máquina política do Partido Colorado no Paraguai


Pré-candidato presidencial pelo Partido Colorado, Santiago Peña, discursa em Assunção, Paraguai
18/12/2022
REUTERS/Cesar Olmedo reuters_tickers

Este conteúdo foi publicado em 28. março 2023 – 14:54
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Por Daniela Desantis

ASSUNÇÃO (Reuters) – O Partido Colorado – uma máquina política conservadora que tem dominado o poder no Paraguai há oito décadas – pode enfrentar um grande desafio nas urnas no próximo mês.

Os eleitores dizem que querem mudanças e estão fartos das disputas internas do partido e das alegações de corrupção, o que abre as portas para uma ampla aliança de oposição conquistar o poder.

A eleição de turno único em 30 de abril escolherá o próximo presidente, parlamentares e governadores regionais.

Pesquisas de opinião sugerem que a disputa presidencial será uma batalha acirrada entre o economista do Partido Colorado Santiago Peña, e o advogado Efraín Alegre, do oposicionista Concertación Nacional, à frente de uma aliança grande, mas fragmentada, de opositores.

Em jogo estão os longos laços diplomáticos do Paraguai com Taiwan. Alegre prometeu quebrá-los para abrir os setores de exportação de soja e carne bovina do país para a China.

Alegre também prometeu reduzir contas de energia, lançar mais programas de bem-estar social e promover reformas judiciais. Peña, por sua vez, está prometendo “reformas trabalhistas” para criar mais empregos e endurecer a luta contra o crime e as drogas.

Desde o regime de partido único na década de 1950, os Colorados governam sem interrupção, exceto pela Presidência de Fernando Lugo entre 2008 e 2012, que terminou em impeachment.

Muitos eleitores dizem que sentem que é hora de algo novo.

“Quero que haja mudanças, não quero mais ver os Colorados controlando tudo”, disse Karina Galindo, uma designer gráfica de 50 anos, na capital Assunção.

No entanto, o Partido Colorado mantém uma poderosa máquina de campanha eleitoral e base de apoio que remonta a gerações. Isso pode influenciar o resultado a seu favor, disse Marcello Lachi, um cientista político baseado no Paraguai.

(Por Daniela Desantis)


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