AME’2022: Artistas internacionais partilham histórias de sucesso no Afrobeat

Conforme contou Sesan Ogunro, diretor de videoclipes, foi uma das primeiras pessoas que levou videoclipes de afrobeats a mundo inteiro, quando entrou nesta indústria elevou a qualidade dos videoclipes, que posteriormente passaram a ser procurados para serem transmitidos em MTV, VH1 e canais de África Ocidental.

E com a sua participação no Atlantic Music Expo (AME), ele quer tentar conectar a música lusófona, a afro beat e o francófono e assim elevar a música africana “como um só e ter África como uma unidade elevada”.

Para os que querem ter sucesso neste ramo, afirmou, têm que ter colaborações e pegar o modelo daqueles que têm sido um sucesso no afrobeat.
“Não estou a dizer para colocarem suas culturas de lado, mas para tentarem fazer um mix, porque por exemplo quando fazes um coktail de bebida todas as pessoas podem bebê-lo, assim é na música”, explicou.

Conforme acrescentou a mesma fonte, há que haver uma conexão entre os artistas e para fazerem mais colaborações e encontrar aquilo que denominam de “common ground” (terreno comum em português).

“As barreiras não são tantas, porque somos africanos, para além das línguas, temos países francófonos, lusófonos e ingleses e não podemos nos entender sempre, mas através da música podemos nos entender sempre. Música é algo que conecta todo mundo e o mundo todo. Então através da música e colaborações eu vou fazer a música lusófona encontrar os francófonos e “ingleses” e elevar a música africana”, disse Sesan Ogunro.

Instado se focar nos estilos mais modernos não faz com que o tradicional se perca, o mesmo disse que há um processo que precisa acontecer e isso só será possível através de mudanças, tendo salientado que o tradicional nunca perde a sua essência e originalidade, ou seja o tradicional vai continuar a ser tradicional o que acontece é que os músicos vão modernizá-lo e torná-lo único.

“Acredito que por mais que se tenta desacelerar esse processo não vamos conseguir, uma vez que este processo tem que acontecer porque assim acontece o crescimento e mudança. O que se ouvia há cinco anos não se ouve hoje, é um processo, e as coisas têm de mudar e o que o afrobeat era no início não é o mesmo de agora. Queremos esta mudança e queremos que o mundo saiba o que é afrobeat e que o mundo o aprecia.

Por seu lado, Bankalli aconselhou aos artistas cabo-verdianos que querem ingressar para afrobeat basicamente o mesmo que aconselha a qualquer pessoa que quer aventurar-se num negócio, porque, a seu ver, não é só música é um negócio de música, e é que entendam este negócio.

“(…)Os artistas têm que entender o seu público para quem estão a cantar, e a música que queres criar juntamente com o seu produtor é super importante porque só assim conseguem penetrar nos teus fãs e nunca esquecer de Deus”, acrescentou.
Partilhou da mesma ideia do seu colega Sesan, de que tornar afrobeat muito popular não vai fazer com que os estilos tradicionais se percam.

Para Bankalli, o evento serviu para partilhar ideias de sucesso e para ter conhecimento do que o afrobeat é capaz de fazer, pelo que espera que os participantes sejam capazes de aprender, trocar ideias e conhecimento e implantá-los em qualquer outro campo que possam vir a participar nas suas regiões.

Inforpress

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