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Foi há 100 anos — a data assinala-se exatamente esta quarta-feira, 30 de março — que começou a primeira travessia aérea do Atlântico Sul. A bordo do hidroavião Fairey III, que ganhou o nome “Lusitânia”, seguiam dois aviadores da marinha portuguesa que fariam história: o Almirante Gago Coutinho e o Comandante Sacadura Cabral.
O hidroavião chegou ao Rio de Janeiro a 17 de junho — perto de dois meses e meio depois do início da viagem — e o feito é agora celebrado com um livro que recorda toda a história da travessia (dos antecedentes ao pós-viagem, passando pela jornada propriamente dita) e que chega às livrarias nacionais esta quinta-feira, 31 de março.
Intitulado “100 anos — Travessia Aérea do Atlântico Sul” (ed. By The Book), o livro conta com prefácio assinado pelo Presidente da República, que destaca por exemplo que a travessia “reuniu os dois povos” de Portugal e Brasil, “superou as vicissitudes económicas e sociais e políticas, de um lado e do outro do Atlântico, e permitiu efetivamente reacender os laços de amizade fraternal”. No texto introdutório, Marcelo Rebelo de Sousa nota ainda que Sacadura Cabral e Gago Coutinho “foram, e são, e serão sempre heróis da nossa História, não apenas pela apoteose, que os acompanhou há cem anos, mas sobretudo por aquilo que significaram de pioneiros”.
O Observador faz a pré-publicação de um excerto referente ao início da viagem, com detalhes sobre a escolha do modelo da aeronave, o decurso dos voos de teste e o arranque: “Aos primeiros alvores de 30 de março de 1922, Sacadura dá ordem para preparar o hidroavião; a imprensa tinha já começado a dar grande alarido à viagem e, apesar da hora matutina, dezenas de visitantes e jornalistas reúnem-se no Centro de Aviação de Lisboa para assistir à partida”.
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